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ONG faz campanha para pagar cirurgias de cachorro que foi enterrado vivo: “Não basta só piedade”

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A União Protetora dos Animais (UIPA) lançou uma campanha para pagar as cirurgias do cachorro que foi enterrado vivo em um terreno às margens da Rodovia Antônio Romano Schincariol, entre Boituva e Tatuí (SP).



A presidente da ONG, Fernanda Nery, contou ao g1 que o Menino, nome dado pela equipe da UIPA, já passou por dois procedimentos, que duraram aproximadamente 10 horas.

De acordo com ela, o animal tinha um corte profundo no pescoço e, por isso, realizou uma cirurgia de reconstrução, que usou parte da pele das pernas do cachorro para enxertar os ferimentos.

“A cirurgia demorou mais que o esperado, foi delicada, por conta também da traqueia estar toda dilacerada”, contou a presidente da ONG.


Após a reconstrução, o cachorro começou a se alimentar por meio de sonda esofágica e ficou sob monitoramento de profissionais. No entanto, depois de quatro dias, os enxertos colocados nos ferimentos não se adaptaram ao corpo do animal, que passou por um novo procedimento na terça-feira (21). Segundo Fernanda Nery, a situação do Menino é grave e ele está internado em uma clínica veterinária particular, em Botucatu.

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Direitos autorais: União Protetora dos Animais/divulgação.

“O Menino é um guerreiro e estamos fazendo de tudo para ele sobreviver, mas o custo do tratamento é altíssimo. Além das cirurgias, tem os medicamentos, os exames e as consultas. Muitas pessoas se sensibilizaram com a história dele, mas não basta só piedade, é preciso ter atitude”, declara Fernanda.

Com os custos, a ONG criou um campanha para pagar o tratamento do cãozinho. Os interessados em contribuir podem transferir um valor em dinheiro para a UIPA. Os detalhes podem ser obtidos pelo telefone (15) 99852 -6513.


Protesto

A ONG organizou um protesto pacífico na manhã deste domingo (26) pedindo justiça no caso do Menino. Segundo Fernanda, cerca de 70 pessoas participaram percorrendo as ruas de Tatuí.

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Direitos autorais: União Protetora dos Animais/divulgação.

A manifestação começou por volta das 10h e terminou duas horas depois. Além de pedir justiça no caso do cachorro que foi enterrado vivo, a ação também foi para conscientizar que maus-tratos contra animais é crime.


Enterrado vivo

De acordo com a UIPA, o cachorro de aproximadamente 6 anos foi encontrado no dia 12 de setembro por um casal de Itapetininga. Segundo o boletim de ocorrência, os moradores viram uma pessoa com uma enxada nas mãos, na altura do quilômetro 28, e pararam para verificar a situação.

Conforme o BO, o casal fez perguntas ao homem, mas ele colocou a enxada no porta-malas do carro e saiu do local. Logo depois, os moradores encontraram um monte de terra com uma pequena parte da cabeça do cachorro, que agonizava, segundo a associação.

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Direitos autorais: União Protetora dos Animais/divulgação.


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Direitos autorais: União Protetora dos Animais/divulgação.

O casal resgatou o cão e, na segunda-feira (13), levou o animal até o Ambulatório Municipal Pet de Itapetininga. Segundo a prefeitura, o cão da raça Dachshund (conhecida popularmente como “salsicha”) recebeu cuidados como aplicação de soro, assepsia, sedação e curativo. Depois, em parceria com a UIPA, ele foi transferido para a clínica de Botucatu.

Atacado por pit bull

Um boletim de ocorrência por maus-tratos foi registrado na terça-feira (14) na delegacia de Tatuí e, após três dias, os suspeitos de terem enterrado o cachorro foram localizados.


Segundo o relato da mulher à polícia, o animal ficou ferido em uma briga com um pit bull, e por isso, tinha um corte profundo no pescoço. Ao g1, o delegado responsável pelo caso, José Luiz Silveira Teixeira, contou que a mulher disse que o seu marido enterrou o cachorro pensando que o animal já estivesse morto.

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Direitos autorais: União Protetora dos Animais/divulgação.

Aos policiais, a mulher ainda informou que, depois da briga com o pit bull, o casal levou o cachorro ao veterinário, mas por conta do preço estabelecido para o tratamento, retornou para a casa e decidiu enterrar o animal.

Após o depoimento da esposa, o homem compareceu à delegacia de polícia na tarde do dia 16, onde prestou depoimento e foi liberado. O delegado afirmou ainda que aguarda os laudos veterinários para dar continuidade ao processo e que o homem será investigado pelo crime de maus-tratos.


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