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Oniomania ou consumismo é uma doença, saiba como se livrar dela com Dalai Lama

“Ora, será que eu preciso disso mesmo? Será que isso vai me trazer felicidade?”


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 8% da população mundial sofre com oniomania. Trata-se de um transtorno de personalidade e mental, segundo pesquisas da USP, ou seja, são consumidores compulsivos, que compram pelo ato de comprar e não pelo objeto adquirido.

Mas a verdade é que vivemos bombardeados por estímulos de anúncios em todos os meios de comunicação, além do que, desde da década de 1950, pós-guerra, houve a produção em massa de bens manufaturados de uso pessoal e doméstico para levantar a economia.

No entanto, para manter a produção a todo vapor, a qualidade e durabilidade dos produtos foram diminuídas, tornando-os obsoletos em um curto período de tempo, porém mais acessível pelo menor preço, o que tornou o conserto menos compensatório do que a aquisição de um produto novo.


Dessa forma, hoje sofremos o impacto ambiental, com a poluição de oceanos com os plásticos, isopores e outros materiais descartados, que demoram centenas de anos para a decomposição.

Quando você for fisgado por uma promoção, lançamento, inovação ou seja lá qual for o gatilho que eles usarem para atraí-lo, de forma a provocar um desejo ardente por compras, procure estar presente analisando o tempo todo se essa aquisição não vai lhe causar problemas.


Dalai Lama nos ensina, no livro A arte da felicidade, a driblarmos essa doença com algumas perguntas:

“Ora, será que eu preciso disso mesmo?”, “Será que isso vai me trazer felicidade?” Geralmente a resposta é não.

Para ele, a felicidade é determinada pelo nosso estado mental, pela nossa percepção da situação que nos encontramos, comparada a de outras pessoas, gerando a satisfação ou não com o que temos.

Ou seja, se compararmos a nossa vida com quem tem mais dinheiro, amigos, sucesso e outros fatores, nossa satisfação com a vida diminui.

A inquietação mental pode levar à frustração, irritação, dependência de drogas ou álcool e até suicídio.

Para sair desse quadro, devemos procurar desenvolver a paz de espírito ou a serenidade, que vem em decorrência do altruísmo, caridade e empatia. Com isso não vamos mais nos importar com as condições externas, que considerávamos indispensáveis para a nossa felicidade.

Não estamos dizendo que a prosperidade não é importante para as nossas vidas.

Ao contrário, Dalai Lama afirma, que “se utilizarmos nossas circunstâncias favoráveis, como a nossa saúde ou fortuna, de modo positivo, na ajuda aos outros, elas poderão contribuir para que alcancemos uma vida mais feliz”.





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