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Ônus e bônus de uma existência feliz…

Em tudo na vida há ônus e bônus. Embarcamos em uma grande roda gigante e ela gira, gira muito, fazendo com que nos movamos e nos incomodemos, saindo da zona de conforto para um lugar desconhecido.



Ora estamos embaixo, na base, cheios de expectativas para a jornada, ora estamos em meados do giro, com a bagagem metade cheia, mas numa ansiedade danada de alcançar o topo, quando estaremos repletos e felizes. Ao menos é essa a expectativa da maioria de nós.  Buscamos uma felicidade que sempre enxergamos além, nunca no instante que vivemos. Queremos muito partir para algum lugar, por algum motivo, a qualquer instante.

Porque temos tanta pressa?

Enquanto a roda gira pensamentos e reflexões invadem nossa mente. No embarque temos pressa de alcançar o topo, de chegar logo em um destino, mesmo não sabendo ao certo o que queremos e o que nos espera ao final. Temos pressa. Esse sentimento daninho que nos impede de saborear o momento presente. De absorver calmamente os elementos do agora. Estamos aqui, querendo estar lá.

Os passos da vida nos fornecem sensações únicas. Representatividade do ônus e do bônus, perdas x ganhos, derrotas x conquistas, empecilhos x privilégios. Cada etapa nos serve de aprendizado, de complemento e preenchimento. Somos o que vivemos, mas vivemos em constante e negativa reprovação.


Temos dificuldades de identificar os bônus de uma situação desfavorável. Não vemos benefícios numa perda, mas há.

Ganhamos muito mais quando perdemos. Soa estranha essa afirmação, mas para que ela surta efeito positivo, basta não termos pressa de nos livrar daquilo que incomoda. Momentos difíceis nos fazem crescer e reconhecer erros e consequentemente num processo paciente e adequado, repara-los. Esse entendimento, acrescido do amadurecimento, permite o experimento da felicidade. Entendendo felicidade como um estado de bem-estar, de satisfação e contentamento. Muitos de nós, a maioria é bem verdade, buscamos felicidade no trabalho, no dinheiro, nos bens, nos elogios e feitos. Perseguimos um sentimento utópico esse de felicidade permanente. Ela não existe, somos felizes e tristes diariamente. Felizes por uma vitória, tristes por uma derrota. Diariamente, ininterruptamente a vida nos prega peças.

Perdemos e ganhamos emprego, dinheiro, amigos, bens. Nem sempre somos um modelo de perfeição, mas, muitas vezes, somos tudo na vida de alguém.

Buscar felicidade em coisas tangíveis não é um erro na caminhada de ninguém. O erro está em se empenhar SÓ em tocar a felicidade, esquecer-se de lapidar a pedra bruta da alma. Esquecer-se de reconhecer fraquezas e torná-las fortalezas como exemplo de superação e altruísmo. Temos valores mutáveis e a pressa não auxilia seu progresso, dando vasão aos recorrentes erros, impedindo a transformação desses valores e retardando a transmutação das energias negativas em positivas. E lá se foi mais um bônus de felicidade.

Independentemente do caminho que você decidir seguir em sua vida, prepare-se para perdas e ganhos. Como na roda gigante, em etapas, ciclicamente, cada um de nós, compondo a história da existência, sofrerá consequências de atitudes e decisões.


Muitos ônus durante esse processo de plantio, mas muitos bônus durante a colheita .

Se enxergarmos a felicidade como o meio e não o fim, todas as pequenas vivências serão recheadas de sorrisos. Ainda que as lágrimas vez ou outra teimem em cair, o riso sincero da alma e do coração será uma constante.

Embora tenhamos uma meta de felicidade, somente somos verdadeiramente felizes quando deixamos a meta de lado e passamos a investir no percurso que nos conduzirá até ela. E nesse movimento circular, entender cada etapa do giro, embarcando, decidindo concluí-lo, ainda que nos seja permitido saltar.  E estar aqui, não mais querendo estar lá.

“Não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”. – (Mahatma Gandhi)

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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