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Os 11 maiores vilões do relacionamento

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Quantos relacionamentos terminam por causa de desajustes que vão se prolongando por tempo demais até que se tornem insustentáveis? Quando uma relação acaba, todos tentam descobrir o que deu errado, mas durante o namoro ou casamento, às vezes os casais deixam de dar a devida atenção a problemas que podem parecer inofensivos, mas que são capazes de levar a um rompimento e até pelo fim do amor.



As razões que levaram cada casal à decisão de estar junto podem ser as mais variadas possíveis. O que é comum a todas elas é o desejo de que a união dê certo. Estamos sempre nos relacionando, seja no trabalho ou com amigos. E todo relacionamento é uma troca constante e requer um exercício de tolerância, flexibilidade e cumplicidade.

Todo relacionamento tem seus altos e baixos. Para que se consiga mantê-lo saudável, é preciso estar atento aos problemas que podem surgir para que não se transformem aos poucos em um peso insuportável. É o que enfatiza a psicóloga clínica, especialista em relacionamentos, Pâmela Magalhães: “Exatamente por não se tratar de um conto de fadas, são diversos os relacionamentos que invariavelmente enfrentam crises, mas o agravamento e cronicidade delas podem culminar em sérios prejuízos para a relação”.

Relacionamentos podem terminar por diversos motivos, mas existem alguns que podem acontecer com maior frequência e que, se detectados, podem ser resolvidos. A psicóloga Pâmela Magalhães enumerou os principais sinais de um relacionamento em desequilíbrio, ou seja, que está precisando de reparos. Esteja atenta aos sinais e aproveite para não deixar que eles cheguem perto da sua relação:


Os 11 maiores vilões do relacionamento

1. Excesso de individualidade

Quando se é solteiro, a vida segue um rumo decidido apenas por você, suas escolhas, suas preferências. Mas quando a proposta é pela vida a dois, esse funcionamento precisa ser repensado: “Ninguém está falando para que se abdique de particularidades e da individualidade, mas que tenha bom senso, preservando o seu mundo, o mundo do outro e o mundo a dois. Imposições, posturas egoístas e a insistente negação da existência do outro em nossas escolhas sempre resultarão em desentendimentos se o movimento não incluir diálogo, troca de opiniões e empatia”, explica Pâmela.

Ela completa que insistir em uma conduta individualista poderá afastar gradualmente o parceiro, que se sentindo deixado de lado, irá também se afastar aos poucos, criando assim um cenário nada promissor onde estarão socialmente casados e emocionalmente separados.



2. Problemas de diálogo

A comunicação é o ponto chave para todos os tipos de relacionamento humano. Ela é o principal instrumento de viabilização de uma relação afetiva e o que nos permite expressar e aprender. Muita gente guarda para si os pequenos problemas que vão aparecendo, mas esses podem se transformar em grandes questões que poderiam ter sido evitadas se simplesmente houvesse uma troca.

“Precisamos exercitar o diálogo sempre, dividindo nossos pontos de vista, anseios, insatisfações e satisfações também. Nosso parceiro só entenderá o que se passa conosco a partir do momento que contarmos para ele e vice-versa. Quanto mais nos fecharmos ou mesmo apresentamos uma comunicação deficitária, impermeável e rígida, iremos aos poucos nos distanciando do outro, até passarmos a falar línguas tão diferentes ao ponto de ninguém mais se compreender na relação”.



3. Indiferença

Uma relação amorosa precisa que ambos tenham o interesse em agradar, ajudar e fazer o outro se sentir querido e especial. Mas, infelizmente, muitas vezes esse cuidado não acontece ou diminui após um tempo. O que pode restar é um relacionamento frio e vazio, que não deixa ninguém satisfeito.

“Se no seu relacionamento ainda houver discussões, por incrível que pareça, ainda há um amor ferido brigando por sobrevivência, literalmente. Se as atitudes e comportamentos, ainda que visivelmente inadequados ou até agressivos, não nos impactam mais, como onde o parceiro foi ou deixou de ir não nos importa, nada fere, incomoda ou mesmo magoa, é que realmente alcançamos a indiferença”, alerta Pâmela Magalhães.



4. Desconfiança

A confiança é peça chave em qualquer relacionamento. Sem ela as relações permanecerão superficiais, incrédulas e vazias. Para que exista entrega em uma história a dois, é preciso acreditar naquele que foi escolhido para compartilhar uma vida e, assim, mergulhar sem receios na relação.

“Assim como o excessivo ciúme pode levar qualquer relação ao esgotamento, questionamentos insistentes, tentativas infindáveis de controlar o outro, como se o parceiro fosse uma propriedade, poderão resultar em desconfianças constantes e despersonalização do cônjuge. Neste cenário nada pacífico e limitante, o relacionamento poderá apresentar discussões e insatisfações, levando a relação às gravíssimas crises”.



5. Falta de tempo

A rotina caótica dos dias de hoje sem dúvida alguma é agravante no dia a dia de qualquer um. Mas se a escolha é se relacionar e construir uma família é preciso administrar o tempo, a fim de preservar a qualidade da convivência. Relacionamentos amorosos precisam ser cuidados, precisam de tempo para entretenimento, relaxamento, lazer e, principalmente, namoro.

Se esse afastamento for constante poderá causar sérios prejuízos e o enfraquecimento do vínculo do casal. Evite priorizar constantemente o trabalho e a vida social, prejudicando os momentos com o parceiro e sua família. Também é perigoso concluir que o outro vai entender a distância, pode ser preciso conversar sobre a questão e assim compreender se falta alguma coisa.



6. Instabilidade de humor

Qualquer relacionamento exige flexibilidade, jogo de cintura e ponderação. São duas pessoas, ou seja, duas cabeças diferentes que às vezes irão concordar e outras, por mais que seja evitado, viverão impasses. Todo mundo se irrita às vezes, e deixar isso fluir pode, em muitos casos, ser melhor do que segurar. Mas é muito importante uma tentativa de manter o humor o mais estável possível para que não aconteçam discussões sem fundamento, que são cansativas e que dificultam muito a convivência.



7. Diminuição do contato físico

Existem relações que desde sempre tiveram pouco contato físico, e isso não tem nenhum problema se ambos se sentem bem. Mas se esse não é o caso e um, ou ambos, deseja mais aproximação do que se tem, isso pode se transformar em um grande problema. O esfriamento do interesse conforme a relação vai se estendendo é uma questão muito comuns nos casais. E muitas vezes é o estopim de crises graves.

A psicóloga Pâmela Magalhães enfatiza a necessidade do casal manter o contato físico: “Insatisfações com o parceiro e, principalmente o acúmulo delas, implicará na diminuição da vontade de estar junto, como de qualquer iniciativa afetiva, como fazer um carinho, sentar perto, deitar no colo ou mesmo distribuir beijos e abraços sem motivo aparente. Essas atitudes, embora muitas vezes singelas, carregam afeto e servem de combustível emocional para a nutrição da relação, fazendo com que ambos sintam-se amados e reconhecidos. Todas as pessoas gostam, e muito, de se sentirem percebidas”.



8. Desqualificação do outro

O incentivo do parceiro e o reconhecimento das suas qualidades e ações corretas impulsionam a relação para níveis de cumplicidade e admiração mútua. Esse trabalho de estimular o parceiro deve ser um exercício constante e de mão dupla. Quando ambos não percebem mais a importância de elogiar e apoiar, a relação pode se desgastar e, num resultado contrário, fazer com que cada um se sinta desvalorizado e com propensão de também criticar. Quando não se percebe o valor e as ações do outro, cada um fica do seu lado lamentando que o quanto fez pela relação que não foi percebido ou valorizado, e assim o afastamento é inevitável.


9. Incompatibilidade de valores e planos

Não são raras as relações onde se percebe que as expectativas e planos são desiguais. Tanto os valores de cada um como o que esperam da relação e da vida futura podem ser incompatíveis, e essa situação deve ser levada com cautela. Ao mesmo tempo, tentar mudar o outro ou impor suas decisões, raramente vai fazer efeito e o mais provável é que, mais uma vez, a relação se desgaste. Pamela Magalhães exemplifica que “quando o desejo de ter um filho, por exemplo, é de apenas uma parte, essa situação pode gerar muito conflito e insatisfação. Se o casal se mantiver rígido e pouco maleável para a possibilidade de ceder ou mesmo repensar posicionamentos, sem dúvida a crise não cessará”.


10. Falta de respeito

“Este deslize pode aparecer claramente durante qualquer discussão de um casal. Quando falamos de um relacionamento saudável, durante um desentendimento ambos conversam e compartilham pontos de vistas, para que mais elucidados possam encontrar um denominador comum e seguir adiante. Mas, quando diante de conflitos, o casal age com ironia, sarcasmo, acusando, inferindo ou mesmo agredindo, ao ponto de desqualificar e machucar o parceiro, estamos antes de tudo frente a muita falta de educação e, com certeza, de muito desrespeito”, alerta Pamela.


11. Desejo constante de mudar o outro

Muita gente entra em um relacionamento acreditando que com o tempo certos detalhes do parceiro vão mudar ou melhorar. Isso pode até acontecer, em níveis baixos, uma adequação ao esperado, a tentativa de equilibrar o que se é com o que o parceiro espera. Mas ninguém muda por obrigação e às vezes nem tem essa intenção. Quando há uma frustação pelo resultado que se esperava e que não é alcançado, podem aparecer cobranças que não trarão saldos positivos.

A especialista em relacionamentos, Pamela Magalhães explica: “Só mudamos quando de fato queremos, por nossa única e exclusiva vontade. Podemos até nos influenciar com o que as pessoas nos apontam ou mesmo insistam em nos solicitar, mas mudar mesmo só quando nos convencemos de que de fato essa é a melhor escolha. Por isso, insistir, discutir, até gritar com o parceiro para que ele mude e se adeque a forma que você acredita ser ideal, pode gerar brigas intermináveis, muito estresse e pouquíssimo retorno”.

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Escrito por Suzane Werdt – Via Dicas de Mulher

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