Os cinco minutos diários!

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É isso. Bastam cinco minutos ao despertar. Para quê? Alguns fazem suas orações matinais, outros se concentram em suas respirações para sentirem todo o corpo, outros os utilizam espreguiçando-se demoradamente e outros ainda fazem um rápido alongamento. Ponto comum entre todos? O voltarem-se para dentro de si mesmos enquanto estão nessa prática.



Esta rápida prática diária propicia uma postura diferente frente ao dia que se inicia. Na linguagem da psicologia, a pessoa está se centrando, afinando-se consigo mesma para iniciar então as atividades. O que isso propicia? A pessoa torna-se referência e passa, então, a fazer suas atividades com “todos os corpos presentes”, inteira.

Se não elimina toda a ansiedade que possa existir frente a alguma atividade, a reduz em muito. Melhora sua capacidade de concentração e consequentemente o desempenho ao realizar a atividade. Passa a ser mais exigente consigo mesma, no sentido de realizar melhor o que está fazendo. Não se satisfaz com qualquer performance. Sabe que pode fazer bem e então faz.

Não são cinco minutos mecânicos, automáticos. É um tempo realmente usado para uma autoanálise para o dia. Neste pequeno período, a pessoa se predispõe para a cada atividade se organizar. Quando vai iniciar algo, a primeira pergunta que se faz é “o que eu preciso” e começa providenciando o que se faz necessário. Já aconteceu com você de ir para fazer algo, chegar ao local e ter que voltar outra hora porque não verificou antes o que precisava levar? Sabe aquela ligação que poderia ter sido feita antes, poupando tempo e que não foi feita?


Há pessoas que dizem praticar meditação todos os dias, mas, na verdade, estão apenas representando a meditação. A interiorização e conexão consigo mesmas não ocorre apenas por se ficar em determinada posição e repetindo respirações. É necessário a entrega e o estar inteiro. Alguns se criticam por não conseguirem sentir os estados descritos por orientadores ou livros, sentem-se divididos, com dificuldades de dedicarem atenção a si mesmos naqueles momentos e então desistem.

Pois jogaram fora o que muitos dizem sentir e não o fazem. Perceber essa divisão interna e ficar inteiro é aceitar-se nesse momento assim e a partir daí perceber-se como sente no decorrer do exercício. Sem críticas, sem recriminações. Apenas fazendo. Fazendo do seu jeito e com seriedade, isso sim é necessário. Não deixando os outros interferirem e buscando a cada prática a interação maior. Ela chegará naturalmente. Há vários autores que falam da meditação em movimento. Andando, lavando louça, tomando banho. Cada um tem uma forma de se conectar com seu interior. Encontre a sua, não tem que ser igual a dos outros. Para você, a sua forma é que é a melhor.

E como esse encontro ocorre? Tem que existir a intencionalidade. A real vontade para tanto e estar afastada do julgamento. “Eu não estou conseguindo, não é nada disso” etc.. Acorde, faça sua higiene pessoal e antes de sair se dê esses cinco minutos. Feche os olhos e pense no seu dia, deixe que os pensamentos venham de qualquer forma, só então passe a organizá-los, Você está planejando seu dia. Não se deixe dominar pela sobrecarga que possa descobrir, se ela existe, não foi porque você parou para refletir em seu dia, isso só fez você percebê-la.


Também existem os cinco minutos antes do dormir. Pequeno tempo onde, após um banho relaxante, interioriza-se para rápida revisão do hoje e pré-organizar o dia de amanhã. Ao mesmo tempo em que se desliga da agitação do dia e das pendências, buscando a despreocupação para a noite de repouso. Desligarmos-nos do que ocupa nossas mentes e aquietarmo-nos para uma noite de sono reparador. O verdadeiro repouso.
Não é utopia, não é difícil, basta apenas o se propor e fazer. Como tudo que fazemos constantemente, a utilização desses minutos no início e final de nossos dias melhoram com o fazer constante.

Com a prática, os cinco minutos não serão mais apenas uma tomada de consciência e organização de seu dia. Será muito mais do que isso. Será um comungar com uma Energia Maior, conectando-se com as melhores práticas do fazer e uma enorme fonte de satisfação pessoal.

Não acredite simplesmente. Simplesmente faça por um mês e depois conclua.

Por: Paulo Salvio Antolini – Via: STUM

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