Reflexão

Os filhos que você cria hoje trocariam suas fraldas? Forte reflexão!

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capa site Os filhos que voce cria hoje trocariam suas fraldas Forte

Muitas vezes, é importante fazer com que a relação de maternidade ou paternidade seja realmente forte.

O nascimento de um filho traz consigo uma porção de mudanças estruturais, financeiras e emocionais à vida de mães, pais e demais responsáveis. É como se a vida mudasse por completo e tudo que existia antes daquela criança acaba perdido em algum lugar do espaço-tempo. Tudo passa a ser identificado como antes e depois dos filhos, e ao mesmo tempo que parece engraçado, pode ser também triste.

Quem é mãe e quem é pai sabe exatamente tudo que sacrificou para proporcionar o mundo para as crianças, oferecer aquele alimento de que gostam, comprar boas roupas, dar-lhes boa educação. Sabemos que nem sempre o mundo é justo, e que em inúmeros momentos os pais não têm dinheiro para oferecer aquilo que queriam, mas a vida segue e não há muito o que fazer, a não ser continuar também.

Os filhos nos fazem querer ser melhores, nos fazem querer mudar e ter a chance de oferecer mais e proporcionar mais. Mas nunca podemos nos esquecer das obrigações com eles, somos nós quem devemos ensiná-los sobre o mundo, que devemos lhes transmitir aquilo que sabemos, que devemos falar sobre ética, sobre moral e fazer questão que compreendam que podem fazer aquilo que bem entender, mas que sempre vão ser prisioneiros de suas consequências.

O psicólogo e escritor Rossandro Klinjey falou um pouco sobre esse assunto em um vídeo no seu canal do YouTube. Precisando cuidar dos avós doentes, ele fez questão de fazer tudo aquilo que estava ao seu alcance, oferecendo não apenas dignidade, mas também a certeza de que alguém da família olharia por eles, de que não estavam sozinhos.

Falando sobre o assunto, ele questiona se as pessoas presentes no evento já tiveram de limpar fraldas em algum momento de suas vidas, se já tiveram de comprar almofada para o cóccix. Ele ainda pergunta se os filhos que criam fariam isso por eles, de maneira bem incisiva e até mesmo desafiadora, mas intencional.

Ele explica que as dificuldades da vida são o que fazem com que tenhamos competência, dignidade e respeito, e que existem algumas gerações que tiveram isso bem presente em suas criações. Principalmente naquela época em que o castigo físico acabava fazendo com que as crianças fossem silenciadas, sentindo medo e não respondendo aos pais.

O psicólogo explica que, atualmente, os pais “não se fazem honrar pelos filhos”, e acabam deixando a posição de autoridade supostamente hierárquica para se tornarem amigos dos filhos, igualando-se a eles. Mesmo que o pensamento reflita uma ideia um pouco ultrapassada de como devemos criar os filhos, é possível trazer a noção de obrigações morais e cívicas para um presente em que a educação neurocompatível seja uma realidade.

Não é preciso criar hierarquias dentro de casa para fazer com que o filho compreenda seus direitos e deveres, basta apenas agir com decência e humanidade, ouvir seus problemas e opinar de maneira sincera, sem apelar para a punição toda vez que algo não foi feito do jeito que queria ou que planejou.

Hoje em dia, vemos uma geração de pais mais respeitosa, que sabe que não precisa agir de maneira truculenta para conquistar o respeito e admiração daqueles que cria. Os filhos não devem existir porque um dia ficaremos velhos e precisamos de cuidados, mas porque são as pessoas que mais amamos e queremos vê-los alcançando o mundo.

Invariavelmente, em uma casa onde existe respeito, onde todas as vozes são valorizadas e ouvidas, esses filhos vão voltar quando precisarmos de ajuda. Eles não precisam ter um sentimento de obrigação, até porque ninguém no mundo quer ser um fardo, mas eles estarão ali porque sabem que somos as pessoas que mais os respeitaram, que mais lhes ofereceram amor, e que merecem o mesmo.

Confira abaixo o vídeo:

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