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“os incomodados que se retirem”: talvez chegue o dia em que não tenha perto de você mais ninguém para se incomodar.

Você já conviveu com alguém que foi de certa forma rude, comunicando-se de modo que soou agressivo, recusou-se a abrir seus horizontes impedindo o bem o meio?

Ou será que essa pessoa é você? Até houve um pedido de desculpas, mas passou algum tempo aconteceu tudo de novo. Até que um dia passou a afirmar: “Olha, já vou logo avisando. Esse é meu jeito, é assim que funciona, quer queira, quer não.” Algo bem próximo à chamada Síndrome de Gabriela*.



Tal comportamento pode ser útil em algumas situações demonstrando autoestima e personalidade. Por outro lado: quais os resultados que estão sendo alcançados com isso? O discurso pode também variar entre “Esse é meu jeito, quem gostou bem, quem não gostou amém!”, “É que eu sempre fui assim”, e, de repente, esse comportamento passa a ser usado como muleta para justificar erros, desculpa para falta de vontade de evoluir ou de humildade e respeito. Como se fosse resposta para estar em uma zona de conforto, inanição, falta de proatividade. Relacionamentos são prejudicados, oportunidades perdidas por conta da recusa a mudanças, e a zona de conforto pode se tornar frustração.

Perceba que se tal comportamento está afastando pessoas importantes de você. E mesmo que você pensar “Os incomodados que se retirem”, talvez chegue o dia em que NÃO tenha perto de você mais ninguém para se incomodar.

Quando você acredita que você é um comportamento indesejado seu, você está se afirmando que uma parte de você o domina por completo.


Ninguém nasceu para ser grosseiro, inseguro, egoísta ou arrogante. Existem muitas outras partes de você que podem ser destacadas. Pode ser difícil encarar o que chamamos de defeitos, mas olhar para dentro de si e conhecê-los dá a oportunidade de “parar de dar murro em ponta de faca”, resolver o que o está prejudicando, vivenciar novas experiências ao invés conviver com seus problemas escondidos.

Quando você faz sempre as coisas do mesmo jeito, você alcança os mesmos resultados, dificultando sua evolução pessoal e profissional. Lembre-se: é você quem está no comando! Ao adquirir autoconhecimento, você entende como você reage em certas situações e se abre para o novo, para quebra de paradigmas, crenças e conceitos que o limitam e isso faz parte do crescimento de todo ser humano.

Perceba quais comportamentos você precisa desenvolver para alcançar novos resultados, busque ferramentas para uma melhor tomada de decisões. Afinal, você quer o melhor para si mesmo?  

*Síndrome de Gabriela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou sempre assim…Gabriela” – o trecho de música da década 70, de Dorival Caymmi, foi sucesso após ter sido tema da protagonista Gabriela de uma telenovela brasileira, adaptação da obra do autor baiano Jorge Amado. E enredo mostra a vida uma mulher que não se adaptava aos costumes da época, negando-se a mudar seu jeito espontâneo e um pouco agressivo para se enquadrar à sociedade que vivia na cidade para à qual se mudou. Surgiu então o termo Síndrome de Gabriela, presente em pessoas que acreditam que não precisam ou que é impossível mudar seus comportamentos, principalmente se estiverem em situações que não lhe agradam. Recusam-se a moldar suas atitudes acreditando que nasceram desta forma e assim permanecerão até a morte.



Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: bogdanbrasoveanu / 123RF Imagens

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