Os perigos do despertar espiritual:

4min. de leitura

Muitos estão despertando para a espiritualidade e já faz um tempo que sinto vontade de falar sobre alguns “perigos” que podem ocorrer no processo do despertar espiritual.

Sim, é exatamente isso que você acabou de ler. Quem acompanha meu trabalho, sabe que busco este caminho, desde criança.



Como já mencionei em alguns de meus textos, eu já nasci com uma grande inquietação sobre o sentido maior da vida e um profundo desejo de desvendar os mistérios desse fabuloso Universo.

Hoje com quase 33 anos, percebo que muito andei; visitei templos, igrejas, estudei diversas religiões, doutrinas, filosofias, novos paradigmas da ciência, além de trabalhar incansavelmente em questões de autoconhecimento. Entretanto, sei que ainda tenho uma infinidade de conhecimentos, vivências e revelações pela frente…

Mesmo possuindo uma intensa curiosidade metafísica, sempre fui uma pessoa cautelosa e questionadora; justamente por isso, sinto-me apta a falar sobre o assunto com alguma propriedade.


Observo que muitas pessoas, estão tão intrigadas e comumente sedentas de nutrição espiritual, que acabam por buscar e se agarrar a qualquer mestre, guru, técnica, erva, meditação ou proposta que supostamente lhe ofereça “expansão da consciência” ou um “sentido maior na existência”. 

Vejo que algumas das possibilidades citadas acima estão bem “em alta” e que as pessoas não têm bom senso, critério, ou discernimento para sua experimentação. Como se elas apenas fossem levadas por agentes externos, esquecendo-se de consultar a sua própria sabedoria interior.

O problema é que tal comportamento desmedido e desenfreado pode frequentemente acarretar uma série de consequências danosas, a nível energético, psicológico e até mesmo material, porque muitas vezes as pessoas não estão amadurecidas espiritualmente falando, para certas aberturas abruptas, por exemplo.

Sei que o que estou escrevendo é um tanto polêmico, mas senti na alma que já era hora de abordar o assunto, uma vez que um dos meus principais propósitos de vida é oferecer orientação e ajuda.


Quero ressaltar que não estou a favor e nem contra nada, e nem ninguém. Apenas desejo propor que reflitam a respeito da importância de silenciar e ouvir a própria intuição.

Porém, expressando mais abertamente minha opinião, digo-lhes que atalhos de desenvolvimento geralmente são mais perigosos (isso não é uma regra). Sendo assim, sugiro que reflita e tire suas próprias conclusões para cada situação…

Os instrumentos, ferramentas e mestres são de fundamental importância nesta jornada evolutiva, mas o mais importante é aprendermos a desenvolver a nossa própria sabedoria, para que possamos nos tornar mestres de nós mesmos.

Sempre questione se algo ou alguém é realmente bom pra você, e na dúvida, consulte o seu coração, pois ele sabe todas as respostas.

“Tudo me é licito, mas nem tudo me convém”.

Com atenção e cuidado,

Tatiana M. Galvão

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Direitos autorais da imagem de capa: everst / 123RF Imagens

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