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Os pré e conceitos nossos de cada dia!

A princípio, todos nós possuímos preconceitos em relação a algo, a alguma situação ou a alguém que desconheçamos.



Construir preconceitos não nos faz boas ou más pessoas, apenas manifesta uma parte constituinte da nossa natureza. O intelecto, o raciocínio, uma vez que para entendermos algo, antes concebemos suas ideias. Há, ainda, o entendimento do termo atribuído de um total sentido pejorativo, não aqui, entretanto.

O preconceito, no pensar abstrato, não é em si negativo, mas a aplicação humana do, posterior, conceito então constituído, sim, pode vir a ser, quando é imbuído de julgamentos equivocados ou intolerantes, os quais provém de uma base subjetiva de criação familiar, de educação, de crenças, de costumes etc. Em boas palavras, depois do preconceito, o que vem a seguir? O conceito então formado, que pode ser bom, neutro, mau, certo, errado. Não obstante, para assim resultar e ser entendido, depende da crença de cada um de nós.

Quando julgamos um “outro”, esta atitude está embasada em nós mesmos. Isto, sim, difere de caso para caso, de pessoa para pessoa. Há quem não julgue mal certa situação e pessoa, não demonstrando atitudes severas para com a mesma, assim como o contrário também ocorra.


Reconheço que há estudos sociais e antropológicos sobre o assunto. No entanto, não tornar este texto científico, longe disso. Expresso minhas opiniões ciente de uma literatura científica sobre o tema, mas aqui exponho o que nem sempre encontramos apenas nos livros ou nas publicações consagradas pelos acadêmicos. Quer fonte mais fidedigna que suas próprias experiências, que sua própria consciência? Muito se aprende nos livros, mas muito, também, é aprendido no acesso silencioso de nosso mais subjetivo conhecimento. Não se menospreze.

Nos pré e conceitos da vida, como não dizer que nos chega um consensual momento de cansaço?

Cansaço de julgamentos estranhos contribuídos pelos padrões e pelas construções sociais, que, certas vezes, parecem não respeitarem a empatia humana, transformando-nos meros estereótipos fechados em abstrações coletivas ou modelos ideais, como os de comportamentos, gostos, identificações comuns etc. É isto, cansaço de obrigações sem limites e por quês. Cansaço dos receios infundados, das superstições, das tradições religiosas ultrapassadas e das expectativas originadas das construções sociais, que tendem a falsificar-nos em detrimento de superficialidades.

Se você é homem precisa comporta-se como tal, sendo mulher idem e, sem dúvidas, muito mais. Você precisa viver para trabalhar, ter “sucesso” na carreira, dinheiro, muitos bens materiais, precisa casar e procriar. Viver é isto tudo sim, mas, acredite, não é apenas isto tudo. Deleitar-se com a melhor companhia da vida é algo maravilhoso, e, ainda assim, caso fuja ou burle o mínimo da cadeia normativa, em algum nível, pode apostar que será mal julgado, amigo (a), e não é pouco – não.


Julgamentos feitos por pessoas que complicam a simplicidade da vida e infernizam as demais, em meio ao convívio. Olham para as outras com seus olhares subjetivos de felicidade e as julgam a viver no equívoco, apenas por não seguirem seus olhares “perfeitos”, seus modelos ideais.

Será, entretanto, que essas pessoas julgadoras são assim tão felizes e satisfeitas em suas vidas, mesmo? Tais questionamentos são frequentes nas conversas entre bons amigos, que compartilham identificações e sintonia, e em sites, que abordam sobre relacionamentos, motivação, reflexões filosóficas cotidianas e além.

A que ponto algumas pessoas chegam. Por que uma mentalidade tão pequena? Por que atormentam e antipatizam com quase tudo que lhes é “estranho” e diferente: O gosto musical, os hábitos culturais das pessoas, as religiões ou a espiritualidade de cada uma, os estilos de alimentação, de vida, de vestir, de autocompreenderem-se, de falar, de família, de relacionarem-se? E a lista tomaria muito do nosso tempo.

Até hoje, aprendo que as pessoas felizes não julgam o próximo com o seu próprio olhar de felicidade, ou de infelicidade invertida. Caso façam um mau julgamento de imediato, por sua imperfeição humana, em pouco tempo reconhecem o engano, pois, pessoas esclarecidas, entendem que a felicidade é pessoal e diz respeito a cada indivíduo e somente a ele. Ou seja, quando não há como, realmente, ajudar, cada um que cuide da sua vida. Todo indivíduo tem o direito de viver como bem quiser e sentir-se satisfeito, sem dedos tortos apontados, sem mentes hipócritas a repreendê-lo.


Sigamos o nosso caminho sem olhar para o ontem e para a vida do outro.

Entre os pré e conceitos nossos de cada dia, portanto, o foco precisa centrar-se em nosso próprio olhar de felicidade, no trabalho para que ele seja o menos equivocado julgador da vida alheia possível.

Longe de perfeições, em certos casos, acerca do que não me diz respeito, de maneira simples, não opino sem uma petição e caso seja preciso, apenas, afasto-me.

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Direitos autorais da imagem de capa: creatista / 123RF Imagens

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