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Os primeiros 12 meses da sua vida ditam o seu estilo de apego para sempre:

Quando as crianças se machucam, os pais se machucam. Nenhum pai quer que seu filho ou filha sofra – mas o comportamento dos pais no início da vida de seus filhos pode criar as condições que, eventualmente, levarão a crises ou a doenças mentais crônicas.



Todos nós sabemos que a forma como somos criados influencia profundamente sobre quem nos tornamos.

Mas, de acordo com a abordagem psicológica cada vez mais respeitada, conhecida como Teoria do Apego, o que acontece no nosso primeiro ano de vida nos prepara para saber como nos relacionaremos com os outros nos próximos 80 anos.

A Teoria do Apego foi concebida e estudada há cerca de 50 anos pelo psicanalista britânico John Bowlby e pela psicóloga americana Mary S. Ainsworth. Eles postularam que, dependendo de nossas experiências nos primeiros 12 meses em que estivermos mais vulneráveis, iremos para o mundo confiantes em nossas capacidades de formar relacionamentos que satisfaçam nossas necessidades, ou inseguros com ansiedade, evasão e desorganização. A teoria vem ganhando tração extra recentemente, em meio a preocupações crescentes sobre as formas em que a tecnologia interfere com a interação humana.

Além de afetar nossa psicologia geral, como nos posicionamos em relação ao apego pode ser o principal indicador de como vamos agir com nossos parceiros. De acordo com o psiquiatra Amir Levine, “A ciência do apego adulto prediz, com muita precisão, como as pessoas se comportarão nos relacionamentos românticos e se combinarão – com base em seu estilo de apego”.


Os dois comportamentos parentais que resultam em um apego inseguro:

Dois tipos de comportamentos parentais normalmente resultam em apego inseguro: apego e / ou negligência ou abandono.

Apego acontece quando os pais estão muito envolvidos na vida da criança e ela se sente sufocada ou quando os papéis são invertidos: A criança assume o papel dos pais e se sente responsável pelas necessidades emocionais deles.


Depois, há os pais que,inconsistentemente, atendem ou podem não  atender às necessidades dos seus filhos, porque estão indisponíveis emocionalmente ou fisicamente. Esse pode ser o caso de um pai que está lutando com vício ou outros problemas de saúde mental, ou alguém que está lidando com demandas de trabalho, divórcio ou morte.

O único sintoma que está quase sempre associado ao distúrbio do apego é a baixa autoestima. A autoestima inerente da criança foi comprometida. Essas pessoas podem procurar cauterizar sua dor e preencher o vazio criado pela ferida de apego, através de uma série de comportamentos não saudáveis, incluindo o uso de substâncias, descontroles diversos, transtornos alimentares e violência com o próprio corpo.


Como a desordem de apego se mostra em relacionamentos de adultos?

Existem dois tipos de apego inseguro em adultos. Eles são evasivos ​​ou ansiosos / ambivalentes.

Os adultos que se enquadram na categoria de evasão demonstram esses sintomas, entre outros: Hostilidade, suspeita de outros, crença de que são indignos de amar (ou muito bons para os outros), autoconfiança compulsiva e medo de intimidade.

O apego na forma de ansiedade / ambivalência manifesta-se, em vez disso, como cuidados compulsivos, excesso de investimento em relacionamentos românticos, forte dependência de seu parceiro, sensibilidade à rejeição, ciúme e possessividade.


A chave para a cura do distúrbio do apego:

Existem maneiras de se curar, não importa a sua idade. Se você luta com qualquer um desses problemas em seus relacionamentos, pode ajudar falar com um terapeuta qualificado. Ele será capaz de ajudá-lo a determinar se um distúrbio de apego é a causa de suas dificuldades e, de qualquer forma, ajudá-lo na criação de um plano de ação para se curar.

A chave para a cura do distúrbio do apego é aprender a construir autoestima e amor-próprio a partir de dentro, ao invés de depender do feedback do mundo externo. Um dos principais objetivos no tratamento da desordem de apego é estabelecer conexões autênticas com os outros e consigo mesmo, com base na confiança, estabilidade, segurança, reciprocidade, vulnerabilidade, compaixão e respeito.

Isso pode acontecer através de terapia clínica, bem como modalidades experienciais como yoga e meditação, arte terapia, artes marciais mistas, terapia de aventura, e EMDR – todos os quais foram mostrados para construir essas conexões saudáveis ​​ao longo do tempo.

Em última análise, o valor inerente e o amor-próprio devem ser conduzidos, em vez de falados ou pensados. A viagem começa com o afastamento dos comportamentos autoprejudiciais que mascaram traumas e ferimentos de apego. Uma vez que essas causas subjacentes são trazidas à consciência, as pessoas começam a se curar, aprendendo e praticando novos comportamentos de autoafirmação, que levam a uma mudança na maneira como se veem, o que merecem e quem acreditam ser.

Quando agimos por medo, começamos a pensar por medo e sentir por medo – e o mesmo pode ser dito sobre o amor. É desafiador e árduo, mas com o apoio e tratamento certos, qualquer pessoa pode se recuperar de distúrbios de apego e aprender a amar a si mesma.

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Mind Body Green

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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