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Ouçam com os ouvidos… E não com a mente!

Como é que é? 



SIM, grande parte das pessoas, se não a maioria, ouve com a mente, ou seja, através de suas convicções, crenças, preconceitos, defesas inconscientes e etc., etc.

Ah, e ouvem o que o outro fala, sem escutar, já formulando mentalmente a resposta e os argumentos que irão contrariar o que o outro está dizendo. Aff.

Às vezes perco a paciência com esses apuradinhos “surdos”. Dizem que saber ouvir é uma arte. Não é não, é só intenção de escutar o que o outro diz, sem formular seus argumentos mentalmente antes que o outro acabe de falar.


Conheço uma pessoa que, como adora competir comigo pra ver se é melhor ou mais inteligente ou mais sábia do que eu, é um exemplo perfeito do que estou dizendo. E como é cansativo conversar com alguém assim, mesmo porque acho esse tipo de competição uma perda de tempo!

Geralmente pessoas assim não são muito lúcidas porque se o fossem dar-se-iam conta que não estão contra-argumentando com lógica ou bom senso. Costumam confundir “alhos” com “bugalhos”. Você diz uma coisa, ela entende outra. Você está na metade de sua frase e ela já interrompe despejando rapidamente o que ela concluiu do que você disse. 

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Lucidez é autoconsciência também! 


O ser humano ouve o que quer ouvir e vê o que quer ver. Quem estuda Comunicação sabe bem do que estou falando. São os chamados filtros do que chega aos nossos ouvidos ou olhos.

Vejo nos comentários, aqui no blog, essa característica bem humana. Faço aqui algumas declarações que certamente são estranhas e controversas para muitos, no entanto não encontro questionamentos nos comentários, somente aprovação daqueles que concordam comigo e desaprovação dos discordantes.

Não há questionamento, que é o caminho para aprofundar qualquer assunto e dirimir dúvidas e diferenças de opinião.

Recentemente tive uma troca de e-mails com um indivíduo ateu. Bobona como sou, tive o trabalho de descrever alguns fatos (um fato é algo que não admite interpretação, ele é!) que mostravam a existência de “algo mais” além do que podemos perceber através de nossos cinco sentidos. Bom, o indivíduo, tirou conclusões (falsas), somente valorizou no texto o que lhe convinha para contra-argumentar, ou seja:joguei meu tempo fora. Isto é o que chamo de ceticismo burro e cego!


Quanto maior a falta de convicção (inconsciente) de uma pessoa nas suas crenças, maior será o fervor com que as defenderá. Esta frase descreve bem os fanáticos, seja de que lado estejam. Porque no fundo, lá bem no fundo, todos nós temos um conhecimento, um saber que já nasceu conosco, está no nosso DNA e que, muitas vezes, ao contrariá-lo nos vemos de calças curtas para argumentar.

Você pode perceber isso quando a outra pessoa começa a gritar, se estiverem conversando.

Pronto: gritou – perdeu a razão. Outra forma: usar de sarcasmos e/ou ironias. Tudo é defesa, autodefesa!

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Além do já exposto, outras dificuldades apresentadas pelo ser humano na comunicação:

– Discordar do outro simplesmente para se autoafirmar.
– Minimizar ou desqualificar a declaração do outro.
– Só aceitar aquilo que já é conhecido, rejeitando tudo que for novo ou diferente.


– Generalizações.
– Não reconhecer quando está sem razão.
– Não admitir a própria ignorância sobre o assunto em pauta.
– Arrogância e prepotência.

– Uso do mecanismo de projeção que nos leva a atribuir ao outro intenções que nunca teve, mas que teríamos no lugar dele.

Para finalizar, lembrem –se que:

– um bom ouvinte toma melhores decisões porque tem melhores informações;


– um bom ouvinte poupa tempo porque aprende mais em menos tempo;
– bem ouvir ajuda o comunicador a avaliar como sua mensagem está sendo recebida;
– um bom ouvinte estimula os outros a falarem melhor;
– bem ouvir diminui desentendimentos.


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Abram as orelhas, gente! Rsrsrs

Créditos ao Blog: Expansão de Consciência

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