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Câmera de aula online flagra momento em que padrasto agride enteado

Caso aconteceu no Rio Grande do Sul. Saiba mais.



Desde o ano passado, quando a pandemia de Covid-19 fez com que as instituições de ensino, assim como muitos outros setores, tivessem que se readaptar ao “home office”, muitas crianças têm estudado em casa, através das aulas online, com o apoio dos professores e dos pais ou responsáveis.

As chamadas de vídeo têm sido uma das soluções encontradas para que os jovens mantenham o contato com os professores e colegas, simulando “salas de aula virtuais” até que a situação melhore o bastante para que o ensino presencial possa ser retomado.

No entanto, no Rio Grande do Sul, esse recurso também foi responsável por revelar a violência que um jovem estava vivenciando dentro de sua própria casa. Segundo informações do R7, a câmera do computador de um adolescente de 13 anos registrou o momento em que ele foi agredido pelo padrasto.


Enquanto acompanhava a aula online, o menino, que estuda em uma escola particular de Erechim, no norte do Rio Grande do Sul, teve os fones de ouvido arrancados com força pelo homem e foi puxado bruscamente por ele, sendo novamente agredido depois.

Instantes após a agressão, o menino volta para a chamada de vídeo, onde aparece chorando. Novamente, então, ele é puxado pelo cabelo pelo homem, que também o profere ofensas.

A escola teve acesso às imagens da agressão, já que as aulas estão sendo gravadas durante a pandemia, e enviou ao Conselho Tutelar, pedindo providências. A Polícia Civil, o Ministério Público e a Deam (Delegacia Especializada no Apoio à Mulher e Vulneráveis) iniciaram as investigações sobre o caso na semana passada, no meio do mês de abril.

O conselheiro tutelar Ademir da Rosa disse que, na manhã de terça-feira (12 de abril), chegaram na escola e tinha um e-mail com os três vídeos das agressões e os relatos da escola sobre o acontecido, finalizado com um pedido de apuração com a família do adolescente.


A escola, além de contatar as autoridades, também falou com a mãe do aluno, que foi orientada a comparecer ao conselho. Segundo o conselheiro, não há registros de agressões anteriores do padrasto ao enteado.

Ao conselho tutelar, a mãe do estudante disse que estava com o filho mais novo em outro local da casa quando a agressão aconteceu, mas que, assim que ouviu gritos, foi até o local, onde a violência tinha acabado e “estava tudo calmo”.

A mulher recebeu orientação de registrar ocorrência policial. O Conselho Tutelar prestou apoio ao adolescente e também notificou o Ministério Público sobre o caso.


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