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Padre preside casamento em libras e emociona casal de noivos

O casamento é um dos passos mais importantes na história de um casal, e cerimônia na igreja é uma tradição e um sonho que a maioria dos casais deseja realizar.



Um exemplo dessa conquista foi vivido por um casal de Franca, São Paulo que, recentemente, conseguiu viver o sonho do casamento de maneira muito especial e da qual, certamente, nunca se esquecerá.

Simone Aparecida Pereira e Dayton Denis Siqueira são surdos, mas não sabiam que existia a possibilidade de terem uma cerimônia adaptada. No dia de sua união, eles se surpreenderam ao chegar à igreja e perceber que não havia padre, mas o motivo era muito bom: outro pároco fora chamado, de última hora, para presidir a cerimônia por um motivo muito especial.

“Anjo da guarda” também é deficiente auditivo


Wilson Czaia, que vive em Curitiba (PR), viajou 800 quilômetros para conduzir a união dos dois. Quando o padre surgiu no corredor, foi uma grande emoção para os noivos, porque Wilson é considerado o “anjo da guarda” do casal, uma vez que Simone e Dayton se conheceram por meio do padre, em um festival de música cristã, em Franca.

O padre Wilson, que atua na diocese de Curitiba, também é deficiente auditivo e realizou o casamento na língua brasileira de sinais (libras), e emocionou os convidados e especialmente os noivos. “Estamos muito felizes”, disse Dayton.


Dayton e Simone se conheceram em 2012, no festival de Franca, e logo se encantaram um pelo outro, conforme contou Dayton: “Eu me aproximei, comecei a conversar e logo trocamos o número de celular para conversar pelo WhatsApp. Conversa vai, conversa vem, começamos a namorar.”

No início do relacionamento, o casal conheceu o trabalho da Pastoral do Surdo. Todo domingo, ambos participam das missas especiais na Paróquia Sagrado Coração de Jesus.

Por meio dessas celebrações, o casal se aprofundou na fé e decidiu celebrar sua união com uma cerimônia tradicional católica, e foi apoiado pela comunidade, que se esforçou para ajudar os os dois.

A ideia de convidar o padre Wilson foi de Maria Rita, uma voluntária da Pastoral, que aproveitou uma visita do padre à cidade para conversar com ele.

Ele falou que aceitava, mas pediu segredo. Nós não comentamos nada com ninguém. No dia seguinte ao do casamento, o padre Wilson tinha de estar em São Paulo para a ordenação de um diácono surdo; compramos a passagem dele na sexta-feira, de Curitiba para Ribeirão Preto.

No dia do casamento, nenhum dos noivos esperava a chegada de Wilson; um seminarista foi o responsável pelo suspense que antecedeu a surpresa, conforme conta Simone: “O seminarista Márcio avisou que naquela hora não havia padre para presidir o casamento, mas que a igreja já havia providenciado um substituto. Ele pediu a nós dois que olhássemos para a porta de entrada da igreja. Ao ver o padre Wilson entrando, nós não conseguimos falar nada.”

Dayton se emocionou muito com a chegada do amigo e “anjo da guarda”: “Na hora, parecia que Jesus entrava junto com o padre Wilson”, disse.

Maria Rita revelou que todo o esforço para levar o padre valeu a pena.

Foi muito bonito e eu me sinto feliz. A gente percebe a razão da vida: viver é fazer o outro feliz. Eles são seres humanos que necessitam estar no meio, incluídos, e não à parte.

Que momento lindo! A inclusão é muito importante e, quando vem carregada de sentimentos, torna-se ainda mais especial. Muitas felicidades ao casal!

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*Com informações de G1.

 Direitos autorais das imagens utilizadas no texto: Renato Cunha/reprodução.

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