Família

Pai cria filha sozinho, depois de mãe com depressão pós-parto abandoná-los. “Vamos nos manter firmes”

Richard compartilhou sua história nas redes sociais há seis anos, e recebeu muito amor e pensamentos positivos de milhares de pais que passavam por situações parecidas.



Muitos sabem do impacto que as relações bem estruturadas com o pai e a mãe podem causar ao longo da vida. Todas as referências que temos nos primeiros anos vêm das pessoas mais próximas a nós, aquelas que realmente se importam com nosso bem-estar, que passam noites acordadas sarando nossas doenças e que sempre têm alguma lição para nos ensinar.

Sabemos também que existem inúmeras configurações de famílias, sem um jeito certo ou errado. Família é onde se encontra amor, por isso, não existe uma fórmula certa para exercer a melhor paternidade ou maternidade, basta querer ser o melhor indivíduo para seu filho e desejar que ele se torne o melhor adulto que já existiu.

No Brasil, mais de 5 milhões de pessoas não têm o nome do pai na certidão de nascimento, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de 2019. O abandono afetivo paterno é uma realidade muito maior e mais presente na rotina das crianças do que o abandono materno, já que é culturalmente esperado que a mãe assuma todas as responsabilidades, porque, teoricamente, possui “instinto materno”.


O abandono pode ser físico, mas também emocional. Muitos genitores chegam a registrar os filhos, mas não passam muito disso, convivendo muito pouco ou nada com eles, pagando (ou não) uma pensão para assegurar-lhes o mínimo de auxílio.

Estamos mais acostumados com os pais abandonando os filhos, porque vemos isso com frequência, por isso, quando o contrário acontece, o choque chega a ser involuntário.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Persephone & Richard Johnson.

Richard Johnson viu sua primeira filha nascer em 2015. Persephone Lillith era motivo de alegria para todos os familiares, mas a mãe da recém-nascida desenvolveu depressão pós-parto.


Uma pesquisa apresentada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) estima que cerca de 25% das mulheres apresentam os sintomas de seis até 18 meses após o nascimento dos filhos, é o mesmo que dizer que uma em cada quatro puérperas vão ter depressão pós-parto.

Os médicos ainda não sabem exatamente a causa deste tipo de depressão, mas acreditam que esteja relacionada tanto com a baixa hormonal, que acontece depois que a criança nasce, quanto com fatores externos, que colaboram para a exaustão materna, como noites irregulares de sono, falta de rede de apoio ou estresse. No caso da ex-mulher de Richard, o abandono o pegou de surpresa, sem saber ao certo os motivos de ela ter saído de casa.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Persephone & Richard Johnson.

O pai precisou assumir a responsabilidade pela pequena Persephone, enfrentando todas as dificuldades em paternar sozinho. Ele compartilhou sua experiência em uma página do Facebook chamada Life of Dad, recebendo muito apoio da comunidade virtual.


Assim como qualquer outro responsável, Richard contou sobre sua tristeza e solidão, ao mesmo tempo em que precisou ser extremamente forte para dar conta das responsabilidades. Como se isso não fosse complexo o suficiente, Persephone ainda tinha uma condição cardíaca gravíssima, que exigia uma cirurgia o quanto antes.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Persephone & Richard Johnson.

O pai pediu que os médicos esperassem um pouco para submetê-la ao procedimento, que era de alto risco. Uma espécie de sexto sentido se apoderou do pai, que estava certo e, em questão de meses, a equipe médica viu os orifícios no coração da pequena bebê desaparecerem por completo, algo que surpreendeu a todos, como relata o pai em suas redes sociais.

O tempo passou e a dupla segue forte e cheia de sonhos. Richard recentemente anunciou que o sonho de Persephone é fazer vídeos na internet, por isso, os seguidores podem aguardar surpresas interessantes no futuro.


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