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Pai do menino Henry homenageia filho e faz apelo em outdoors no Rio

Rio de Janeiro – No Dia das Crianças, o engenheiro Leniel Borel, pai do menino Henry Borel Medeiros, 4 anos, fez uma homenagem ao filho.



Ele também lançou um alerta em dois outdoors instalados no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio: um na Avenida das Américas, próximo à Estação BRT Nova Barra, e o outro, na Avenida Guiomar Novaes.

“Dia da Crianças: o melhor presente é a proteção”, diz a mensagem, que traz uma foto de Henry.

O garoto foi morto quando estava na casa da mãe, a professora Monique Medeiros, e do padrasto, o ex-vereador e médico interditado Santos Santos Júnior, o Dr. Jairinho, presos no dia 8 de abril, um mês após o crime, acusados de tortura e homicídio triplamente qualificado com emprego de tortura.


A primeira audiência do Caso Henry aconteceu na semana passada, no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, e durou mais de 14 horas. As lembranças do filho também foram motivo de publicações em redes sociais de Leniel.

“Hoje é o primeiro Dia das Crianças sem meu filhinho, e fico apenas com as lembranças da criança mais incrível que meu menininho é!”, escreveu em sua página no Instagram.

“Hoje é o Dia das Crianças, um dia em que eu estaria com o meu filho, dando presente. Ele estaria abrindo milhares de presentes, já que sempre ganhava milhares… Não tendo ele aqui do meu lado, é o que eu posso fazer. Uma homenagem. E um grande alerta para outros pais e familiares para proteger suas crianças”, disse Leniel ao Extra.


Durante audiência, Leniel relatou como Henry ficava desconfortável ao saber que ia para a casa da mãe e que a criança chegou a dizer que “a mamãe não era boa”. Monique, presente na audiência, chorou. A surpresa, no entanto, ficou por conta da babá Thainá de Oliveira Ferreira, que mudou o depoimento dado à polícia e afirmou não ter presenciado agressões de Jairinho contra a criança.

O pai revelou ainda que vem sendo intimidado e que tem recebido “ameaças veladas”. “Acho que foram ameaças veladas. O carro que fui levar meu filho pela última vez apareceu escrito: filho da puta. Depois, um cara gordinho, de máscara, apareceu na minha casa dizendo que era meu amigo e trabalhava embarcado comigo. Eu nem trabalho mais embarcado. Acho que, sabendo como o Jairo intimida as pessoas, foi uma ameaça do tipo: sei onde você mora”, contou Leniel à Justiça.

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