Comportamento

“A vida bate doído.” Polícia investiga vídeo postado por pai agredindo filho de 8 anos

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O vídeo compartilhado nas redes sociais acabou chocando os usuários que tiveram acesso, nele uma criança de apenas oito anos aparece sendo agredida verbal e fisicamente pelo pai.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), as crianças têm os mesmos direitos que os adultos, todos assegurados juridicamente, precisando de uma criação adequada que não envolva exploração da mão-de-obra e nenhum tipo de violência, seja ela física ou verbal. Com o avanço da internet, são inúmeros os casos em que o rompimento com os direitos à infância é compartilhado em redes sociais e em vídeos.

Todas as vezes em que casos assim caem na mídia, o esforço para garantir que aquela criança seja protegida se torna ainda maior. Como o recente que aconteceu em Birigui, interior de São Paulo, em que um pai filmou e publicou um vídeo em que agredia seu próprio filho de oito anos, com socos e xingamentos.

A Polícia Civil está averiguando o caso e, de acordo com testemunhas, o homem compartilhou nas próprias redes sociais, gerando revolta na população. O pai, de acordo com reportagem do G1, afirmou que quer apenas “provocar a ira do menino e a revolta positiva a partir das dores”, de acordo com ele, isso o ajudaria a “reagir e vencer na vida”.

Nas filmagens, é possível ver que a criança está sentada em um banco de passageiro de um carro, preso ao cinto de segurança, enquanto o pai o surpreende com um soco no queixo, afirmando que “a vida pega desprevenido”. O menino se assusta com a agressão, e com a voz embargada diz que “já estava pensando nisso”, sendo novamente agredido pelo pai logo em seguida.

Mas as agressões não param por aí, o pai volta a dar socos no menino e enfatiza que “a vida bate doído”, perguntando em seguida se ele seria “fraco” ou iria “se entregar”. Respondendo às agressões, ele começa a bater no pai, enquanto grita e chora ao mesmo tempo, dando socos no homem.

A mãe do menino explicou que o vídeo foi publicado no mesmo dia em que ela foi agredida pelo ex-companheiro, de 31 anos, na porta de casa. Na ocasião, a mãe procurou a delegacia e registrou um boletim de ocorrência por violência doméstica, lesão corporal e ameaça. De acordo com informações, a Polícia Civil de Birigui também está apurando o caso.

pai”, afirmando que quer fazer com que o filho se revolte diante da violência e das agressões verbais, causando uma suposta “revolta positiva” a partir das dores que ele sente, fazendo com que se sinta impelido a reagir, como se isso fosse uma pedagogia que o fizesse “vencer na vida”.

Sendo perguntado sobre o convívio com o filho, o pai afirmou que tem o costume de brincar de “lutinha” com ele, mas que nunca bateu para machucar, embora o vídeo mostre justamente o contrário e tenha sido, inclusive, produzido pelo próprio homem. Os internautas ficaram completamente revoltados com as filmagens, exigindo que as autoridades tomem precauções o quanto antes, afastando o genitor do convívio da criança.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a mãe foi chamada na delegacia para prestar depoimento sobre as agressões que o filho de oito anos sofreu. O pai ainda não foi ouvido pois afirmou que está fora da cidade. O pai pode perder o direito a ver o filho, além de precisar ficar a 300 metros de distância da ex-mulher, por conta da medida protetiva em casos de violência contra a mulher.

A Lei 13.010/2014 proíbe qualquer tipo de castigo físico ou tratamento cruel contra crianças e adolescentes no país, não sendo permitido humilhar, castigar, ridicularizar ou ameaçar de maneira grave os filhos, parentes ou qualquer outra criança, sendo do convívio próximo ou não. Caso seja constatado qualquer tipo de ato violento contra os vulneráveis, o Conselho Tutelar é imediatamente acionado, sendo que as famílias que passam por situações do tipo têm prioridade de atendimento nas ações e políticas públicas.

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