Comportamento

Pai injetava heroína em bebês para “ajudá-los a dormir”, aponta relatório sobre negligência

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A filha mais velha foi quem denunciou o pai, dizendo que ele estava injetando a droga nos irmãos mais novos para que eles dormissem. Os resultados dos testes deram positivo.



O cuidado infantil é um dos maiores desafios para os pais e mães do mundo inteiro. Precisando equilibrar a balança entre trabalho remunerado, cuidado com a casa e o desenvolvimento infantil, é extremamente complexo dar conta de todas as demandas que existem. Mesmo assim, grande parte dos genitores faz o que está ao seu alcance, dando o melhor que têm, na esperança de que seja suficiente.

Quando crianças passam por casos de negligência familiar, é dever do Estado designar alguém apto a conduzir e avaliar aquela situação. É preciso ponderar entre as necessidades que as famílias passam, muitas vezes vivendo em completa miséria, e os maus-tratos que praticam de maneira deliberada. Em muitos casos, os pais são acusados de negligência, mas simplesmente não possuem renda ou outras maneiras para oferecer mais aos filhos, o que não significa que não tenham amor.

Um caso chocante de completo descaso infantil aconteceu recentemente na Inglaterra e deixou tanto a comunidade quanto a polícia em choque. Quatro crianças estavam sofrendo “negligência crônica”, segundo aponta o Daily Mail. Documentos ainda mostram que foram detectadas sucessivas falhas na maneira como os casos foram tratados pelos serviços sociais ao longo dos anos.


Uma das crianças mais velhas disse que o pai tinha injetado heroína nos irmãos para fazê-los dormir; os testes de opiáceos deram positivos. Logo após a denúncia, um “hematoma de injeção potencial” foi encontrado em uma das crianças, enquanto estavam na creche, o que fez com que todas fossem retiradas dos cuidados dos pais.

Como a situação chegou a um ponto crítico, as autoridades revisaram o que estava acontecendo com a família e desde quando ela estava sendo acompanhada pelos serviços indicados. Os serviços sociais foram classificados como lentos em detectar sinais de “negligência significativa”, colocando muita mais ênfase no suporte do vício dos pais do que na vida das crianças, as mais vulneráveis.

As crianças mais novas já estavam sob um plano de proteção infantil desde 2018, depois que os pais se envolveram em violência doméstica, abuso de drogas e álcool, além de demonstrar comportamento criminoso, fazendo com que a saúde mental de ambos fosse questionada.

Também em 2018, a mãe deu à luz a caçula. Usuária de drogas, ela consumiu entorpecentes  mesmo durante a gestação, com isso a criança nasceu com síndrome de abstinência neonatal (SAN), mostrando sinais claros de ter nascido viciada em drogas.


Nessa época, as quatro crianças foram colocadas em um plano de proteção infantil pelo serviço social, mas mesmo com evidências de que os pais usavam drogas continuamente, o programa de proteção durou apenas 10 semanas.

Algum tempo depois de retornar, os pais protagonizaram um episódio de violência doméstica, em que ambos saíram feridos. A polícia encontrou armas na casa e desconfiou que eles estavam sob influência de drogas. O pai tentou suicídio nos dias seguintes e apareceu completamente embriagado a uma das escolas das quatro crianças.

A filha mais velha relatou ao serviço social que estava ciente da tentativa de suicídio do pai e que ainda teria testemunhado uma overdose da mãe, como resultado do incidente. A menina afirmou que não conseguia dormir por medo de acordar e encontrar os pais mortos e assim precisar cuidar dos irmãos.

Em 2019, existia a suspeita de que os pais priorizavam o consumo de drogas em detrimento do cuidado dos filhos, sem oferecer cuidados adequados e calor emocional a eles. As desconfianças surgiram porque a família frequentemente passava por episódios em que não tinha nada para comer, mostrando que os pais colocavam as drogas em primeiro lugar.


A filha mais velha, já removida da casa dos pais, disse que preferia ficar em uma “instituição de saúde” do que voltar para casa, já que se sentia completamente infeliz em precisar testemunhar overdoses e conversas sobre suicídio.

A crítica sobre o sistema de acolhimento infantil da Inglaterra continua sendo contundente, principalmente porque as crianças já estavam sendo acompanhadas pelo serviço social havia algum tempo. Aparentemente, a incapacidade de compreender os riscos pelos quais passavam pode ter sido um dos principais fatores para o descaso.

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