Família

Pai solteiro adota 3 irmãos que foram colocados em abrigos 16 vezes. Ofereceu a eles um lar e amor!

Darryl conta que, com o passar do tempo e as inúmeras mudanças, as crianças foram se tornando cada vez mais próximas e aprenderam a se apoiar.



Segundo o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), do Conselho Nacional de Justiça, existem mais de 30.400 crianças acolhidas no Brasil, 4.936 disponíveis para adoção e cerca de 4.300 em processo de adoção.

A maioria das famílias aptas a adotar preferem crianças pequenas, até 3 anos, mas o maior número de crianças disponíveis se concentra na faixa etária a partir de 9 anos, cerca de 18.329 crianças.

Existem preferências que impactam diretamente na vida dos infantes que vão ser ou não adotados. As famílias querem crianças pequenas, brancas, sem deficiências, sem doenças e sem irmãos, fazendo com que todas as que se inserem nesse espectro nunca sejam adotadas. Darryl Andersen, indo na contramão desses dados, decidiu adotar três irmãos para não separá-los.


De acordo com reportagem da KSL News, o pai solteiro conta que as crianças são extremamente próximas, e já mudaram de lares adotivos mais de 16 vezes, o que as fez ficar mais unidas ainda, já que só tinham a si mesmas.

A quantidade de transferências chega a assustar todos, porque podem afetar a saúde mental e o bem-estar dos pequenos.

Nevaeh, de 9 anos; Willis, de 6 anos; e Miquel, de 4 anos, são de Utah, nos Estados Unidos, e foram colocados temporariamente em um lar adotivo em 2016. Desde então, foram transferidos 16 vezes, fazendo com que não conseguissem estreitar laços com ninguém, tendo a sensação de que só podiam contar uns com os outros.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Darryl Pnut Andersen.


Assim que soube da história dos irmãos, Darryl, pai solteiro de três filhos adultos, sentiu que poderia ser a pessoa que mudaria essa realidade. Sabendo que eles precisavam ficar unidos, o pai decidiu adotar os irmãos, oferecendo esperança, estabilidade, união e amor, coisas que eles nem sequer lembram se um dia tiveram.

Ainda na entrevista, Darryl explicou que algumas crianças não têm onde chamar de lar e questiona para onde elas vão quando chegar o Natal.

Muito além de comida e abrigo, elas precisam aprender sobre a vida, descobrir que podem escrever o próprio futuro sem se preocupar com o passado, cientes de que as melhorias dependem apenas deles.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Darryl Pnut Andersen.


O pai se sente motivado a dar o melhor que consegue para as crianças, oferecendo tudo o que nunca recebeu, ou tudo em que acredita que pode mudar a vida delas. Os irmãos agora possuem um lar e uma nova família, além da oportunidade de criar raízes e se beneficiar da estabilidade.

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