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Pai viúvo em extrema pobreza pede ajuda para não perder guarda dos filhos e recebe onda de solidariedade

Ele é pai de quatro crianças, que têm entre 11 e três anos de idade, mas pode perder a guarda de todos, caso não consiga suprir as necessidades básicas deles.



A criação dos filhos envolve uma grande quantidade de gastos e trabalho dos pais e cuidadores, que precisam empenhar tempo e muita paciência, buscando atender todas as necessidades das crianças. Sabemos que existem algumas coisas básicas que todos os indivíduos precisam, isso inclui, também, os infantes, como: alimentação adequada, acesso à saúde, educação, segurança, saneamento básico, teto e amor.

Quando esses direitos básicos são violados, podemos interpretar como um grave atentado à vida, principalmente quando se trata de crianças ou jovens com menos de 18 anos. Isso porque, segundo a legislação brasileira, os responsáveis pela educação da criança e do adolescente precisam suprir todas as necessidades básicas, buscando sempre melhorar as condições de vida deles.

Infelizmente, existem alguns casos em que, por mais que os pais e responsáveis queiram, não conseguem dar conta de suprir tudo. A pobreza atinge adultos e crianças, afetando o crescimento e desenvolvimento infantil, podendo colocar em risco a vida e a infância. Por isso, em muitos casos, a assistência social busca se encarregar de compreender a realidade de cada família, tendo que levar as crianças embora, caso percebam que é necessário.

Em Córdoba, na Argentina, um triste caso como esse tem comovido a população do país.


Maximiliano Andrés Zárate, pai de quatro crianças, pediu ajuda para conseguir construir um banheiro e uma cozinha em sua casa, para não perder a guarda de seus filhos.

Além de ser um pai amoroso, segundo reportagem do jornal local El Doce, ele também é viúvo, o que piorou a qualidade de vida da família toda.

Direitos autorais: reprodução/El Doce.

O pequeno cômodo onde mora com os filhos de 11, sete, cinco e três anos, não possui banheiro e nem cozinha, usando apenas o quarto com duas camas para moradia. O terreno onde fica a residência é dos sogros, e a casa onde vivem Maximiliano construiu com as próprias mãos, uma obra completamente cinza, que abriga ainda materiais de construção empilhados no pequeno local.


Há cerca de três anos, o pai perdeu sua esposa, deixando a família toda em uma situação ainda pior, já que as crianças não podiam mais contar com o amor e o trabalho da mãe. Além disso, em 2013, Maximiliano sofreu um grave acidente de moto, que quase resultou em amputação de uma de suas pernas. Atualmente, eles vivem apenas com o dinheiro da aposentadoria por invalidez que recebe, valor insuficiente para manter todos.

Direitos autorais: reprodução/El Doce.

A situação se agravou quando os vizinhos o denunciaram para a Secretaria da Criança, do Adolescente e da Família (SeNAF), informando que as crianças moravam com o pai em apenas um cômodo, que não possui cozinha e nem banheiro. Maximiliano explica que é um bom genitor, que os filhos nunca faltam as aulas, e que só vivem dessa maneira porque não têm dinheiro e nem oportunidades de algo melhor.

Segundo a denúncia dos vizinhos, Maximiliano já teria ingerido álcool em excesso, colocando em risco a integridade física dos quatro filhos, três meninos e uma menina. Por isso, a SeNAF entrou em contato com o pai, exigindo que fosse construído os dois cômodos, para que as crianças tenham suas necessidades mais básicas atendidas.

A professora das crianças, segundo o pai, diz que essa situação é injusta. Ele se defende, e afirma que batalha muito para que nada falte às crianças, e que mesmo vivendo em condições precárias, eles têm as necessidades atendidas, não faltando, inclusive, nenhum dia de aula.

O pai ainda diz que seus filhos choram quando não estão com ele, e que não consegue melhorar as condições de vida porque sua esposa faleceu, não podendo ir mais longe.

Direitos autorais: reprodução/El Doce.

O pedido do pai em desespero no jornal local surtiu efeito, e muitas pessoas anônimas ligaram ao canal do programa Arriba, Argentina para fazer doações. Todos queriam ajudar a família a se manter unida, proporcionando a construção dos dois cômodos que faltam na pequena residência.

O jornal El Doce consultou a SeNAF, mas recebeu a informação de que não existe nenhum processo em andamento para retirar as crianças do convívio do pai, e que essa decisão nunca sequer foi avaliada em algum momento. Quando confrontado, Maximiliano insistiu que existe, e agradeceu às diversas doações que recebeu, explicando que iria, sim, proporcionar o melhor que pudesse aos filhos.

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