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Pais abusivos emocionais

Ser pai e mãe não é um atestado de exemplo. Ainda que seja difícil para a nossa consciência aceitar suas imperfeições. Muitas vezes, moldando-nos a abusos emocionais para preservar inconscientemente um “porto seguro” que nunca existiu.



É o primeiro contato que temos com o mundo e por isso mesmo a tentativa de mantê-los intocados.

Mas pais foram crianças e por sua vez, construídos pelas próprias dificuldades. Muitos tentam acertar, apesar dos defeitos inerentes a serem humanos. Mas outros, simplesmente, só são o que são. Nunca se esforçaram por serem melhores do que isso. E que os filhos se “ajustem” a eles.

E aí começa uma difícil luta e questão: Como romper esses cordões umbilicais emocionais?


Que já não nutrem, só sugam e prendem a nossa liberdade de sermos os adultos que devemos ser?

Não é fácil essa separação. E não é uma separação “territorial ou presencial”, mas aprender a distanciar os dois conceitos: Criador e criatura! Serão sempre os nossos criadores, mas não necessariamente precisamos aceitar a criatura.

Especialmente, se a relação é tóxica e antes de impulsionar, mata toda a potencialidade do que você pode ser.

Seja por pregações que tentam fazer de si um autorreflexo narcísico, por violências físicas ou sentimentais ou qualquer abuso disfarçado de amor. Que estapeia, mas passa a mão na cabeça, como quem diz: “Está tudo certo! É assim mesmo.”


Não é assim mesmo! Sentimentos são sagrados e precisam ser respeitados, seja por quem for.

Pais e mães deveriam ser amor, mas nem sempre o são, às vezes, perdidos no amor-próprio, que sacrifica os filhos pela autopreservação ou que impõe uma vida que gostariam, mas que não foram capazes de fazer de suas próprias.

Temos um vínculo perpétuo de sangue e quanto a isso nada podemos fazer. Mas podemos mudar a relação, como podemos nos mudar em qualquer ambiente que estejamos presentes. E a mudança depende do grau de desconforto. Desde aprender a ouvir menos e deixar que falem, sem trazer para dentro ou carregar o peso de uma formação deficiente a realmente denunciar e se afastar, se há qualquer risco de integridade física ou violência interior (que deixa tantas sequelas quanto as marcas na pele).

Paternidade/Maternidade não é hierarquia irrefletida. É exemplo conquistado. Se não há exemplo, conquiste o seu ou se faça exemplo.

Não explique, não debata, não brigue ou tente mudar quem nunca quis mudar! Mude você! Aceite que são como são e deem um passo em outra direção.

Ser filho não é um contrato de exclusividade, de emprego ou devoção. Porque na vida tudo é reciprocidade. Reciprocidade não tem sangue! É uma conquista pela vida toda.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: djedzura / 123RF Imagens

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