Pais “Adultecentes”, a criança da casa é o seu filho!

Na plenitude da infância encontra-se a fantasia, a magia, o faz de conta. Crianças são movidas pela surpresa, por surpreender-se com o novo!



Uma infância pobre de ludicidade, de ambientes propícios ao desenvolvimento do brincar e pautados na adultização e em regras rígidas e incoerentes, retiram da criança o seu bem mais precioso, o direito de ser.

Pais e mães que não tiveram espaço para serem crianças em sua plenitude apresentam dificuldades em compreender seus filhos, gerando grande incompatibilidade de comunicação familiar.

No transcorrer do desenvolvimento absoluto, a criança cresce e absorve a realidade por meio de brincadeiras e do faz de conta, que em determinados períodos são reproduções do cotidiano adulto. Evidenciam suas preferências suas vontades pessoais, liberando emoções de distintas procedências e intensidades. Brincando de formas variadas, entre elas, sozinha, com outras crianças ou pessoas, ela elabora conceitos e, progressivamente, vai integrando com seu mundo, ou seja com a realidade vivida.

De acordo com os teóricos Piaget, Vygotsky e Wallon, durante toda a ação do crescimento físico, moral e social da criança é importante destacar que os ambientes em que elas estão inseridas e as brincadeiras espontâneas ou dirigidas poderão contribuir de forma significativa na sua formação integral. A infância é uma fase da vivência humana que esvaece para o nascer das etapas futuras, mas que deixa marcas intensas. A ausência de crescimento psicológico em adultos impulsiona-os a buscarem eternamente pela infância perdida, buscam nos parceiros a segurança dos pais, buscam nas constantes baladas e festas o vigor da linguagem lúdica.


Adultos infantilizados, ávidos por serem aceitos e validados, constituem a grande maioria dos pais modernos, que ainda levam em si as feridas e cicatrizes da infância, originando modelos de comportamento na idade adulta. Ao se tornarem pais a impaciência e a imposição das vontades próprias se tornam um marco na educação. Filhos de pais adultescentes não amadurecem da forma esperada, já que existe a necessidade dos pais terem suporte emocional para favorecerem o desenvolvimento de seus descendentes.

Caso contrário, é muito provável que encontremos uma geração de filhos imaturos de pais adultescentes

Criança precisa ser criança, precisa ter o direito de se expressar como tal, precisa de limites coerentes e do cuidado de pais que transmitam segurança e apoio ao seu desenvolvimento biopsicossocial. Fatores essenciais para a estruturação da personalidade humana.

A base para o desenvolvimento sadio continua sendo a família, a atuação dos pais empoderados quanto a própria identidade e a missão do papel de orientadores no desenvolvimento saudável dos filhos é uma grande ação no romper da disfuncionalidade parental.


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