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Pais fazem menina ajoelhar no cimento em castigo e vão parar na delegacia

Foto: Reprodução
Pais fazem menina ajoelhar no cimento em castigo e vão parar na delegacia

Os pais de uma menina de quatro anos acabaram na delegacia depois de colocarem a filha de castigo em Cariacica (ES).

A menina foi obrigada a ficar ajoelhada no cimento, na tarde do último domingo (03). A cena foi gravada, e o vídeo se espalhou pelas redes sociais.

As imagens chegaram até os vizinhos, que ficaram revoltados. Alguns moradores flagraram da sacada de um prédio a menina com o rosto encostado na parede e as mãos para trás por mais de uma hora. A Polícia Militar e o Conselho Tutelar do município foram chamados e verificaram a denúncia.

“Quando a polícia chegou na residência, a menina ainda estava na mesma posição. Vizinhos relataram que ela já estava ajoelhada por cerca de uma hora. Quando perguntamos o motivo, ela disse que estava de castigo porque tinha empurrado o irmão durante uma brincadeira e o pai a colocou daquela forma”, afirmou o conselheiro tutelar Marcos Paulo.

O pai, de 39 anos, explicou a situação, mas ele e a mulher, de 22, foram conduzidos na viatura da PM até a Delegacia Regional. Em nota, a Polícia Civil informou que o casal assinou um termo circunstanciado (TC) por maus-tratos, e “foram liberados após assumirem o compromisso de comparecer em juízo”, afirmou o órgão.

A menina de quatro anos, o irmão de três e a mais velha de 12, foram levados pelo conselho tutelar para a casa da avó materna. No dia seguinte todos compareçam ao espaço e foram ouvidos pela autoridade municipal.

“A menina disse que não é a primeira vez que sofre esse castigo. Ela inclusive relatou que já apanhou do pai, levou algumas chineladas. Ela é pequena, não tem muito entendimento das coisas e a gravidade disso tudo. O que aconteceu gerou muitos comentários absurdos e choca a gente”, contou Marcos Paulo.

Os pais receberam uma advertência do conselheiro que ficou a cargo de acompanhar o caso. Eles ainda foram orientados sobre a situação com base no estatuto da criança e do adolescente. O caso também será investigado pela PC, que não forneceu a identidade dos pais, para preservar a identidade da criança.