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Pais pagam mais de R$ 160 para homem assustar os filhos deles nos EUA

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Uma atitude incomum vem fazendo sucesso entre os pais norte-americanos.



Com um senso de humor um tanto estranho, alguns pais estão contratando um homem, por em torno de US$ 30 (cerca de R$ 168, pela cotação atual), para se fantasiar com roupas assustadoras e aterrorizar os filhos deles.

Segundo informações do New York Post, o fazendeiro Brantley Gerhardt, 32, tem ganhado muito dinheiro com essa nova moda bizarra. Ele, que mora em Pell City, cidade no Alabama (EUA), tem viajado muito para assustar os pequenos.

Brantley conta que a ideia de se fantasiar de maneira assustadora surgiu no início da pandemia. O intuito era distrair os jovens, já que estamos vivendo um momento extremamente difícil.


“Eu disse [à minha esposa]: ‘Quero comprar uma fantasia do Grinch [uma criatura verde assustadora que o odeia o espírito natalino] e dar uma volta pela cidade’…”, lembra ele. “A covid está aqui e eu só quero que as crianças se afastem desse mundo.”

Após encomendar sua fantasia, ele passou a andar pelas ruas da cidade e fez sucesso. “Eu passava cerca de 10 minutos andando pelos corredores do supermercado, tirando fotos e depois voltava para o carro e continuava o dia”, explicou ele. Quando um homem o abordou aleatoriamente e perguntou se ele poderia ganhar US$ 20 (R$ 112, pela cotação atual), para assustar seu filho, o fazendeiro percebeu que poderia transformar seu hobby em um negócio.

Gerhardt agora tem várias fantasias. Em março e abril, ele se fantasiou de coelhinho da Páscoa. Agora, com 31 de outubro se aproximando, ele se transformou no assassino em série do “Halloween”, Michael Myers.

Impacto psicológico


A utilização de um personagem para assustar as crianças pode se transformar em um trauma? Para Ana Gabriela Andriani,, psicóloga, mestre e doutora pela Unicamp (SP), depende muito de como isso é feito e principalmente da cultura em que os pequenos estão inseridos.

“Nos Estados Unidos, há uma tradição de uso de figuras de terror como uma espécie de brincadeira para as crianças. E isso adquire até uma caráter folclórico, como é o caso do Halloween”, explica a especialista. “Isso faz parte da cultura das crianças. Elas já crescem vendo isso.”

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Direitos autorais: reprodução New York Post/Brantley Gerhardt.

De acordo com a psicóloga, o Halloween faz parte da tradição dos norte-americanos e tem um caráter mais de diversão. No entanto, é preciso estar atento na forma em que a criança tem contato com esse tipo de brincadeira.


“Quando uma situação dessa é apresentada para uma criança como algo novo, que ela nunca entrou em contato, é possível que ela se sinta mais insegura e perca a confiança, seja no ambiente ou mesmo nos pais e isso pode atrapalhar o desenvolvimento dela”, explica a pesquisadora. “Principalmente, nas idades de 4 e 5 anos, pois as crianças não sabem diferenciar realidade de fantasia. Então, é muito fácil daquele personagem ser confundido como algo real, que pode ser violento.”

No Brasil, por exemplo, não há a tradição de usar personagens que provoquem medo. Assim, fazer a criança entrar em contato com isso de uma forma inesperada pode afetá-la emocionalmente, podendo fazer com que ela fique muito medrosa e não confie nos pais e em ambientes diferentes.

Ana Gabriela ainda ressalta que até mesmo o Papai Noel pode ser visto como uma figura que assusta algumas crianças. Por isso, é importante explicar para os pequenos que esse personagem é um bom velhinho, que traz presentes. E tudo uma questão de contextualização!

Porém, respeite o momento da criança. Se ela não quiser, não a force a se aproximar do Papai Noel. “A aproximação tem que ser uma escolha e um ato natural dela”, afirma a especialista. “No geral, todas as situações novas quando são apresentadas para as crianças por meio de uma explicação, uma nomeação e significação tendem a acalmar.”


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