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Palavras não dizem nada…

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Basta discordar, não ser ou pensar igual a maioria para atrair textos, opiniões, xingamentos velados ou não, tirarem sarrinhos, deboche. Basta não acreditar em alguém ou algo para virem correndo te provar que você estava errado e que sempre há luz no fim do túnel e todo esse mimimi.



Bom, eu continuo não acreditando em amor que tem gênero, número e grau. Que amor de mãe é mais forte, que amor de filho é sem igual e que amor de relacionamento marido x mulher ou de ficante ou seja lá o que for é outro tipo e nem nesse lance de amor fraternal. Acredito não!

Acredito em atitude, mais que em palavras. O amor não é um sentimento único, não é uma coisa só. Amor não é simplesmente o que um amado sente pelo outro.

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Deus não exige de nós o amor impossível, pois ainda não temos capacidade para amar a tudo e a todos, principalmente aqueles que não suportamos, mas o que

Deus quer, e isso sim é possível, é a ausência do ódio. Atingir isso já é um grande passo. E que tarefa difícil pra alguns!

O amor da Madre Teresa de Calcutá, da mãe pro filho, de Jesus para o povo… Isso não é amor gente, é desapego, é não ter ódio no coração, maior que o amor é a não existência do ódio, é o respeito.

Quantas vezes você já quis matar a criatura por causa da toalha molhada na cama, do filho que te faz de boba, do cara que você entrega sua capacidade de respeitar, e ele, logo em seguida, sem motivo que te faça entender, simplesmente diz, “não dá mais”.


Aí você fica lá se descabelando de amor. Que amor o que? Isso é egoísmo, é sim, egoísmo puro, porque a pessoa não fez, não foi e quis o que você não queria dela! Amor é uma palavra que obriga, que te sufoca, que te esgana, arranca os cabelos, te exclui, te inibe, te faz comprar a roupa cara pro encontro, com o cartão de débito estourado.

Tem uns e outros que gastam o que não tem pra convencer o fulano ou fulana que a ama, compra as rosas mais caras, que morrem dali 3 dias, porque não receberam água.

Já o afeto, o respeito, a resiliência, a dedicação, essas vem do desejo simples de fazer a outra pessoa feliz e, na minha opinião tem muito mais peso que o amor. É mais franco é mais sincero. O não, muitas vezes é mais doce do que o sim.

Que saco esses sorrisos amarelos disfarçando o que não se sente só pra ficar ali naquele abraço por alguns segundos.


E depois, na hora de ir pra casa e sair do carro, ouve um: Se cuida!

Se cuida não é eu te amo!

Vai lá, namora, fica 10 anos com a mesma pessoa, casa, tem filhos, viaja, vai aos almoços de família, mas está pensando e sendo mais feliz na lembrança de um momento que ficou lá trás. Isso tudo aqui, a realidade, são só obrigações a serem cumpridas.

Atenção, carinho, dar um SIM, quando você não poderia porque tinha um compromisso, ou porque está sem gasolina pra dar carona, ou quando isso é mais forte do que todos os outros argumentos, isso é muito mais valioso, porque sabe que naquela hora, a pessoa precisa de você.


Mas sei lá porque cargas d água, hoje em dia ainda mais que antes, o desespero do outro não te dói, você só que ser o primeiro a chegar pro lanche, pro sorvete, pro almoço, pro desfrute, dane-se a dor alheia. E depois sai dizendo eu te amo a torto e a direito e segue ferrando a vida da pessoa o tempo todo.

Mas que descompromisso é esse? Vem você e me pergunta. E eu te respondo, NÃO É DESCOMPROMISSO. É franqueza é jogar limpo, sem indelicadeza. Claro que acredito em sentimentos maiores, mas eles precisam ser verdadeiros. Não podem sair com água e sabão.

Só posso ser voluntária de um projeto se isso for pra deixar pra alguém, algo que ela não tenha, só posso viajar pra entregar remédios e prestar solidariedade, se eu de fato gostar muito de estar lá, de ver o quão positiva foi a missão.

Só pra falar que fui e tirei selfies, ahmmm faça me o favor. Precisamos de muito mais lealdade, do que de fotos.


De mais amizade do que de amor. Banalizaram a palavra. Você precisa ter amor, mas ele não precisa de nome, nem de sub conjugações, nem de definições que encham os olhos de lágrima. Ele só precisa ser. E se ele tira você da sua zona de conforto e entrega a você próprio ou a alguém um pouco de algo que lhe faz imensa falta, já tá valendo.

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Publicado originalmente em: Café Sem Culpa


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