Para a fiscalização não apreender coxinhas e suco de vendedor ambulante, moradores compram toda a mercadoria

De acordo com dados divulgados pelo IBGE, em 2019, existem cerca de 13,4 milhões de pessoas desempregadas no Brasil.



É um número muito grande de pessoas que não estão trabalhando com carteira assinada e não possuem os seus direitos trabalhistas.

No entanto, como não podem ficar sem renda, muitas encontram maneiras alternativas de continuar ganhando seu dinheiro para que possam sobreviver.

E uma das alternativas mais comuns é o trabalho informal, como o de vendedor ambulante.

Esse tipo de trabalho não é muito bem aceito pelo poder público, e quando a fiscalização encontra essas pessoas, simplesmente recolhe todas as suas mercadorias e as deixa sem uma maneira de conseguir o seu sustento. Essa é uma situação muito complicada mas, vez por outra, essas pessoas podem contar com o apoio da população, que se identifica com suas dificuldades e encontra uma forma de ajudá-las.


Um caso especial de apoio da população aconteceu em Montes Claros (Minas Gerais). Leonardo, que está desempregado desde que voltou de São Paulo, vive com sua esposa em um barracão alugado, pelo qual paga R$ 350,00 por mês.

Um dia, ele foi para uma praça para vender salgados e sucos feitos por ele e sua mulher, e foi flagrado pelos fiscais, mas antes que estes pudessem confiscar os produtos, a população que estava por perto comprou toda a mercadoria de Leonardo, para que ele não ficasse no prejuízo. Foi um momento de muita comoção para o vendedor.

Confira no vídeo abaixo!


Só precisava de R$ 100

De acordo com o que foi divulgado pelo G1, que conversou com Leonardo, ele não vendia seus produtos todos os dias, mas como precisava comprar um botijão de gás, encontrou na venda dos salgados e sucos a oportunidade para conseguir o dinheiro necessário.

“Fui somente com a intenção de fazer R$ 100 para comprar o gás e uma feirinha para casa. Com a abordagem dos fiscais, eu comecei a distribuir os salgados e sucos, mas a população não quis e começou a me pagar. Graças a Deus, consegui o dinheiro de que precisava”, contou

Leonardo, e continuou:

Se eu tivesse dinheiro, eu teria minha padaria. Como não tenho dinheiro, tenho que ir para a rua e vender meus produtos. Tenho que pagar meu aluguel, tenho minha feira, água, luz. Se eu não pagar, quem vai pagar por mim? Já aconteceu de eu ficar, com minha esposa, até as 2h da manhã produzindo os salgados para poder vender.

Em outro vídeo, gravado por Wagner Ribeiro, que estava no local, é possível ver os salgados e sucos sendo vendidos rapidamente entre a população.

Esse é um caso de empatia, de pessoas que conseguem se relacionar com o problema enfrentado pela outra e fazem o possível para ajudar. Mesmo sem conhecer a história de Leonardo, a população de Montes Claros, que apenas sabia que ele precisava de sustento, ajudou-o.

Um grande exemplo aprendemos com eles: olhar com mais consideração para o outro.

Compartilhe este caso em suas redes sociais!

 

 Direitos autorais da imagem de capa: reprodução Facebook.

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.