Para encontrar sua alma gêmea, é só seguir a linha…

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De acordo com uma lenda de origem chinesa, conhecida como Akai ou fio vermelho, no momento do nosso nascimento, os Deuses teriam atado uma fita vermelha invisível aos tornozelos das pessoas predestinadas a ser almas gêmeas.



Assim, em tese, para encontrar sua “cara-metade” bastaria – literalmente –  “manter-se na linha”, pois aconteça o que acontecer, esteja onde estiver ou passe o tempo que passar, essas duas pessoas se encontrarão.

Na vida, entretanto, tudo parece um grande emaranhado de fios desconexos. O que constatamos são pessoas tentando conectar seus fios vermelhos invisíveis aos outros, através de verdadeiras gambiarras, quase ao estilo MacGyver* (série de aventura dos anos 80) para ter ao seu lado aquele (a) que lhe garantirá a suposta felicidade eterna e o amor verdadeiro.

Entretanto, se – como no filme – os Deuses ser loucos** fato é que foram inteligentes, pois a prática demonstra que os tais  fios vermelhos devem ter vindo com dispositivo de segurança anti-conexões clandestinas,   já que  mesmo que  no afã de encurtar o caminho para o tornozelo prometido, seja possível tentar suportar relacionamentos que simplesmente não funcionam, ao final ,àqueles que colocam sua real felicidade em primeiro plano, acabam sendo levados a reconhecer que merecem mais, ainda que seu coração sofra por um breve (e aparentemente infinito) momento.

Existem ainda aqueles casos em que as circunstâncias levam à falsa sensação de que a extremidade do fio carmim foi encontrada.  Daí nascem as relações (casamentos desfeitos, longos relacionamentos, etc) que deixam verdadeiras marcas em suas vidas, cabendo aprender e interpretar sua herança: Aqueles metros percorridos de fio sufocaram ou trouxeram alegrias, como se tivessem retornado aos momentos de pular corda em suas infâncias? Trauma ou aprendizado? Gerou dor de cabeça ou gerou uma nova vida?


Seja qual for a constatação, quando por alguma razão, percebermos a existência de mais metros de fio. Restam duas alternativas: desatar o nó e seguir a linha, aceitando viver a plenitude da extensão deste fio em prol da busca pela felicidade ou ficar preso a ele eternamente.

Por sorte, por mais desgastado que esteja, o fio nunca se rompe. Assim, com um pouco mais de experiência e as mãos já calejadas haverá mais habilidade no trato com os emaranhados e desates de nós ainda pendentes. Assim com um pouco de paciência e fé (porque estamos falando de lendas!) a outra ponta atrelada ao precioso tornozelo será encontrada, esteja onde estiver, quando for e onde for;

A vida nos fornece experiências, talvez o fio seja longo para que – ao alcançarmos sua extremidade – nossa bagagem emocional e intelectual seja suficientemente precisa para percebermos que nunca merecemos viver de “fios engatilhados” e para que saibamos reconhecer a preciosidade dos momentos em que tivemos paciência para desatar nós.  Talvez seja longo para que em algumas situações simplesmente possamos “laçar” nossa alma gêmea e abreviar o caminho.

Lembre-se da lenda chinesa e reflita se suas conexões afetivas consistem em frágeis fios engatilhados ou se tratam de uma conexão genuína, com a consistência una. Lembre-se da máxima popular que diz que “se precisa forçar é porque não é o seu tamanho”, porque afinal de contas, a finitude do fio nos remete à ideia de tamanho.


A missão pode parecer desafiadora para alguns. O fio pode ser invisível e embaraçado mas temos ao nosso favor o chamado “livre arbítrio”. E neste ponto, certamente os Deuses lembraram que cada um sabe “onde o sapato aperta”. Ainda mais quando se tem amarrado ao tornozelo um fio vermelho invisível tão precioso.  Portanto, se você ainda se encontra percorrendo esses metros de fio escarlate, não desanime, pois além de indestrutível é finito. Pelo menos, assim diz a lenda…

Graças aos Deuses!

Patricia Oliveira Lima Pessanha

Referências: *Série de TV de ação e aventura – anos 1985 – 1992 – ** Título de filme lançado em 1980

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* Matéria atualizada em 27/11/2017 às 3:12






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