Para os filhos de pais ausentes…

Quando passamos pelo processo de luto sobre os pais que não tivemos, nós nos sentimos indignos, insuficientes e desprezados. Sentimos de forma muito profunda a falta que o apoio materno/paterno nos faz, principalmente na idade adulta.

Se você passou por uma infância difícil e não recebeu o amor que deveria, recuperar-se não é fácil. Todos merecemos uma família estável, para crescermos com todo o amor e apoio que merecemos, para nos tornarmos adultos saudáveis, mental e emocionalmente.



Infelizmente, muitas pessoas crescem acreditando que não merecem esse tipo de amor, que não são boas o suficiente para serem amadas e cuidadas. Essas pessoas são prejudicadas em todas as áreas de suas vidas, mas para que possam seguir rumos mais positivos e conquistem o sucesso e a verdadeira felicidade, precisam passar por uma espécie de “luto” por essa situação, pela falta de pais presentes e amorosos.

O luto é difícil

Quando você percebe que seus pais nunca serão as pessoas que você merece, e precisa que sejam, percebe que precisa seguir com sua vida, mesmo que seja sozinho. E se você opta por sua independência e liberdade, as coisas podem se tornar ainda piores, levando muitas vezes à perda de contato.

Quando passamos pelo processo de luto sobre mãe e o pai que não tivemos, nós nos sentimos indignos, insuficientes e desprezados. Sentimos de forma muito profunda a falta que o apoio materno/paterno nos faz, principalmente na idade adulta.


Os estágios da perda

No livro On Grief and Grieving, David Kessler e Elisabeth Kübler-Ross explicam os cinco estágios da perda. Esses estágios não são definitivos. Cada pessoa experimenta de uma determinada maneira e nem sempre que todos experimentam os mesmos estágios. Ainda assim, fornecem-nos uma explicação de como lidamos quando resolvemos encarar a perda das pessoas que sempre foram ausentes.

Estágio 1: Negação

A negação é o primeiro estágio depois de uma grande perda, e nos ajuda a acelerar a absorção da realidade. Por esse motivo, muitas vezes os filhos podem precisar de um certo tempo antes de entenderem que seus pais nunca mudarão.


Estágio 2: Raiva

Depois da morte ou perda de alguém que amamos, tendemos a sentir raiva de pessoas, das forças sobrenaturais, de como essa pessoa foi tratada por seus médicos, de tudo. Portanto, é comum que os filhos sintam raiva e remorso em relação a outros membros da família, principalmente aqueles que sabiam pelo que estavam passando e nunca fizeram nada para ajudar.



Estágio 3: Cobranças internas

Nesse estágio, a pessoa passa por cobranças internas e imagina que, se tivesse agido melhor, a situação não seria dessa maneira. A vontade de ser amado verdadeiramente leva os filhos a mudarem seu comportamento, que nem sempre está errado, para agradar seus pais.


Estágio 4: Tristeza profunda

A perda de uma pessoa importante naturalmente nos traz tristeza. David e Elisabeth dizem no livro que a depressão é uma maneira de mantermos nosso sistema nervoso seguro.


Estágio 5: Aceitação

Este é o estágio final, mas não necessariamente significa que tudo está totalmente bem. Significa que você compreende que perdeu alguém e está aprendendo a viver com esse vazio.

É nesse estágio que aprendemos a recuperar nossas vidas e estabelecer novos relacionamentos.

Passar por esse processo de luto é muito importante para nos prepararmos para viver da melhor maneira possível, focados em nosso crescimento e sucesso na vida, aceitando nossas feridas, mas não nos deixando ser dominados por elas.

Se você sofre com a ausência de pais, procure praticar esses conselhos, mantendo sempre em mente que você merece o melhor da vida e que tem a capacidade de criar um melhor futuro para si mesmo.


Direitos autorais da imagem de capa: A. Xromatik / Unsplash

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