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Para quem você escreveria uma carta de amor?

PARA QUEM

Nos dias atuais existe uma imperiosa necessidade de mudança. A vida segue por trilhos e a velha locomotiva foi substituída pelo trem bala.



Não temos tempo para expressar nossos sentimentos e o velho hábito como o de escrever cartas foi há muito tempo abandonado.

Elas que já foram inspiração de poetas e compositores, que já noticiaram descobertas e nascimentos, que foram escritas entre risos de chegada e lágrimas de despedidas estão abandonadas, esquecida num canto num baú qualquer.

Só quem é amante das palavras e gosta de ver as letras se debruçarem sobre as linhas continua a praticar essa arte. Só quem tem facilidade de transformar os sentimentos em palavras, consegue deslumbrar que do outro lado alguém irá romper o lacre e num ato de desprendimento libertará as palavras dando asas aos pensamentos nelas contido.


Talvez seja por isso que um envelope lacrado desperte tanta curiosidade. A expectativa e o anseio de descobrir o teor da mensagem, o doce saborear das palavras e o inebriante perfume do remetente apaixonado. Tudo contido numa postagem.

À medida que a carta vai sendo lida o semblante se transforma.

A carta tem certa magica um quê de sagrado, de pessoal que não pode ser violado.

Um encantamento que transcende o simples ato de expor um sentimento.


Ela cria memórias duradouras, resistentes ao tempo e nos permite saborear as palavras quantas vezes sentirmos vontade. Através dela podemos reviver os sentimentos porque preservam a memória.

Tão bom quanto escrever é receber uma correspondência. É por isso que ainda hoje escrevo Cartas de amor apenas mudei o destinatário.

Portas abertas para um amor bonito…

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