Animais

Para salvar cãozinho doente, menino vende cartinhas Pokémon e paga conta do veterinário

“Bruce ficou doente e precisava da minha ajuda, não queria perder meu melhor amigo”, disse o menino de 8 anos, que decidiu salvar seu companheiro de apenas quatro meses.



O que você faria por um grande amigo que precisasse de sua ajuda? Até onde iria para salvar alguém que ama muito e que quer ver bem? Não é preciso ir muito longe para conseguir provar o quanto você se importa com alguém, às vezes, a solução está mais perto do que imagina, basta prestar atenção para percebê-la.

Para Bryson Kliemann, de apenas 8 anos, um dos brinquedos que ele mais amava era sua admirável coleção de cartas Pokémon. O menino, que vive na Virginia (Estados Unidos), abriu mão do seu acervo quando soube que seu cãozinho, de quatro meses, precisava de um tratamento médico caro para sobreviver.

Segundo reportagem do Washington Post, Bryson disse que o cachorrinho precisava de ajuda e que tinha ficado muito triste com aquela situação, não queria perder seu melhor amigo.


O menino estava colecionando as cartas havia pelo menos quatro anos, mas não pensou duas vezes e decidiu montar uma barraquinha na frente de casa, no gramado, com uma placa de madeira que anunciava a venda da coleção de Pokémon 4.

Kimberly Woodruff, mãe do garotinho, disse que em abril o cachorrinho começou a mostrar alguns sinais de cansaço e letargia, algo completamente incompatível com sua personalidade brincalhona. Ele não comia nem sequer saía da caixinha, então o levou para uma consulta nos Serviços Veterinários do Sudoeste da Virgínia, onde lhe deram o diagnóstico de parvo, um vírus que pode matar o animal, caso não recebesse tratamento adequado.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

O cãozinho, que se chama Bruce, já havia recebido as primeiras doses de vacinas essenciais para filhotes, mas o animal, mesmo assim, adoeceu. A mãe, de 26 anos, explica que a renda da família é bem limitada e o marido é o único que trabalha no momento, já que ela está terminando os estudos para se tornar flebotomista (técnico da área da saúde que se especializa em coletar, selar e coordenar os testes de sangue).


A mãe e o pai tiveram uma conversa séria sobre como arcar com os gastos do cachorrinho da família, e Bryson acabou ouvindo o diálogo e teve a ideia de vender suas preciosas cartinhas para ajudar. Obviamente, os pais pediram que ele não se preocupasse com isso, já que eram eles que deveriam pensar nesse problema, e não deveria vender o brinquedo de que tanto gostava.

Direitos autorais: reprodução/arquivo pessoal.

No dia seguinte, depois da escola e antes que sua mãe chegasse, Bryson decidiu vender as cartas no gramado em frente à sua casa. Os vizinhos, pouco a pouco, apareceram para ver do que se tratava, e o menino acredita que muitos se compadeceram daquela situação.

Seu pai enviou uma foto para Kimberly, do filho tentando juntar o dinheiro necessário, e ela se emocionou muito e disse estar surpresa com a atitude do filho de 8 anos, que foi capaz de movimentar toda a comunidade.


Ao mesmo tempo em que ficou triste por ver o filho sacrificando seus pertences favoritos, a mãe  percebeu o quão longe ele estava disposto a ir pelo bem do seu animal de estimação.

Ela compartilhou a foto em um grupo local do Facebook e se surpreendeu quando dezenas de pessoas entraram em contato, oferecendo-se para doar alguma quantia em dinheiro. Então, ela decidiu abrir um financiamento coletivo para que Bryson não precisasse vender as cartas e, ao mesmo tempo em que conseguiu mais de R$ 130 mil, as pessoas começaram a fazer fila no stand do filho, tentando ajudar.

Toda a comunidade quis ajudar. Inúmeras pessoas, inclusive, nem sequer compravam as cartas, apenas apareciam para doar R$ 100, sem pegar nada em troca, enquanto outras simplesmente doaram as próprias cartas para que ele pudesse vendê-las também. Um funcionário da Pokémon Co., em Seattle, ficou sabendo da história e decidiu lhe enviar uma caixa de cartas raras.

O dinheiro que a família recebeu, com tanta generosidade, foi mais que suficiente para cobrir os gastos clínicos de Bruce. O valor que sobrou foi usado para ajudar outros animais doentes, cujas famílias não tinham condições de arcar com os tratamentos.


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