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Para se despedir do seu cãozinho, homem o leva em carrinho de mão até a montanha preferida

Carlos levou seu grande amigo a uma montanha galesa antes de morrer, usando um carrinho de mão para transportá-lo.



Existe limite para o amor? Um sentimento tão profundo, que envolve muito mais do que apenas coisas boas, mas traz em seu cerne a responsabilidade, o amadurecimento e o esforço.

Sentir que ama é o mesmo que passar por uma grande revolução interna, capaz de nos tirar do eixo para, em seguida, nos trazer de volta ao centro.

Carlos Fresco sabe muito bem o que é se esforçar e batalhar por quem se ama. Dono de um labradoodle (cão híbrido gerado pelo cruzamento de um labrador com um poodle) chamado Monty, ele batalhou muito para que seu amigo tivesse saúde. O peludo foi diagnosticado com leucemia há cerca de 18 meses, e fez um tratamento intensivo de quimioterapia, respondendo bem.


Mas o câncer é uma doença ainda inexplicável, e há oito semanas Carlos descobriu que ele havia voltado e, desta vez, de forma mais agressiva. Em entrevista à BBC, ele contou que sabia que a saúde do companheiro estava declinando rapidamente, mesmo que ele parecesse saudável à primeira vista.

O câncer impedia que o oxigênio chegasse corretamente aos músculos, o que impedia Monty de andar grandes distâncias. O dono decidiu então que fariam uma última viagem juntos, e o levou a Pen y Fan, em Brecon Beacons, o pico mais alto do sul do País de Gales. Carlos conta que o amigo estava em paz naquele passeio, adorava o carrinho de mão que era usado para carregá-lo e toda a atenção que recebeu ao longo do caminho.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Carlos Fresco.

Eles passaram uma semana em Brecon, com amigos, passeando pela cidade, antes de subir à montanha Pen y Fan, para a despedida. Ao longo do trajeto, muitas pessoas se interessaram pela história de Monty, e se emocionaram, alguns chegaram a se oferecer para empurrar o carrinho de mão também.


Aquilo tudo que estava acontecendo provavelmente estava guardado dentro dos melhores sonhos de Monty, justamente porque a coisa que ele mais amava era o contato e a atenção que recebia das pessoas. Carlos explica que, se você permitisse, ele encostaria uma pata, ou até mesmo descansaria o queixo em sua coxa, pedindo para ser apenas acariciado.

Com o passar dos dias, Monty foi piorando, e em  21 de junho, morreu. Nesse dia, ele acordou de manhã, passeou no jardim da casa onde estavam, até se aninhar no pé da cama de Carlos. Para o dono, o coração dele deve ter desistido ou estava muito cansado de lutar contra a doença.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Carlos Fresco.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Carlos Fresco.


Monty foi levado para Londres, onde eles moravam, e enterrado no jardim da família. Carlos se despediu do companheiro, agradecendo pelos 10 anos que passaram juntos, pedindo que Deus o abençoasse e lhe desejando uma boa passagem.

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