Para se viver um amor a paixão precisa ser curada



Depois que a paixão acaba, não existe mais a percepção nublada pelos instintos, é hora de criar raízes no relacionamento.

Resistir à paixão não é algo fácil, afinal os sintomas vão muito além da bioquímica. Envolve gostos, cheiros, frio na barriga, suor, brilho nos olhos, perda de fome, sono entre outros sintomas que podem variar de pessoa para pessoa.

Uma das responsáveis pelas descargas de emoções é a dopamina, que ativa os neurotransmissores da alegria, ficamos mais motivados, corajosos em realizar novas tarefas, dizem os neurocientistas que o mecanismo cerebral é idêntico ao vício, o “viciado” deseja que a sensação nunca acabe. Essa fase também é conhecida como “demência temporária”.

Pesquisas recentes mostraram que quando se está nesse estágio da paixão, estar em contato com a pessoa, ainda que por telefone, WhatsApp ou outro meio de comunicação resultará na liberação de mais endorfina, oxitocina e dopamina, que é igual a mais e mais prazer.

A questão é que a paixão é “sempre” temporária, pode durar de 12 a 24 meses. O patrocínio hormonal também diminui, o organismo vai se acalmando.

Depois que a paixão acaba, não existe mais a percepção nublada pelos instintos, é hora de criar raízes no relacionamento.

O neurocientista Pedro Calabrez tipifica essa fase de amor companheiro em uma fase de construção de vínculos, entrega, cumplicidade, uma comunhão amorosa.

Alguns, desenvolvem um laço tão forte que criam uma interdependência, inclusive em relação à saúde. Um exemplo muito comum são aqueles casais que, quando um dos dois morre, o que ficou morre logo em seguida.

Outros casais se empolgam e casam, e quando a “lua de mel” acaba, o casamento ou o relacionamento vai junto, ou seja, não conseguiram estabelecer vínculos ou até mesmo não tiveram a paciência e boa vontade em estabelecê-los.



Existem aqueles que são viciados na paixão, e fica muito difícil renunciar ao patrocínio hormonal e às múltiplas possibilidades que as relações líquidas oferecem.

Sim, quando acaba a paixão, o frio na barriga não é mais o mesmo, é necessário avaliar se sobrou respeito, admiração. Em caso positivo, não ignore a química experimentada.

Não há uma receita estabelecida para relacionamentos e sabemos que não é uma tarefa fácil, aliás, como somos complicados!

O fato é que para viver uma relação sólida a paixão precisa ser “curada”, só assim poderemos trilhar um caminho mais lúcido em busca da conexão com o amor genuíno e encontrarmos versões mais completas de nós mesmos.


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