Mensagem de ReflexãoO Segredo

Para ser borboleta você tem que deixar de ser lagarta…

Todos  nós  conhecemos  o  processo  da  metamorfose  da  lagarta  para  borboleta.  Mas,  se  a lagarta soubesse que a certa altura teria que deixar tudo para trás inclusive o que ela conhece e quem ela é; que nesse processo ela teria que fazer o seu próprio casulo e que os tecidos do seu corpo iriam sofrer uma transformação; que iria ser um processo desconfortável e caso não morresse  durante  a sua  metamorfose  poderia  ser  uma  linda  borboleta;  será  que  iria  querer passar por todo o processo? Caso as lagartas pudessem escolher entre ir ou não para o casulo, talvez houvesse menos borboletas.



Provavelmente as lagartas mais racionais diriam que não vale a pena, afinal que mal tem em ser uma lagarta? Mesmo que as borboletas sejam mais bonitas, livres e possam voar, a zona de conforto é muito sedutora. Talvez escolhessem ficar ali e ser a melhor lagarta possível, melhor que todas as outras lagartas.

Provavelmente as lagartas mais racionais diriam que não vale a pena, afinal que mal tem em ser uma lagarta? Mesmo que as borboletas sejam mais bonitas, livres e possam voar, talvez escolhessem ficar ali e ser a melhor lagarta possível, melhor que todas as outras lagartas.

Algumas lagartas podiam perder tempo a procurar formas mais fáceis de ser uma borboleta, talvez um atalho ou algo que pensem  que seria mais rápido e confortável. Outras poderiam inovar-se  ou  até  construir  asas  artificiais,  mas  no  fundo  não  deixariam  de  ser  lagartas.  Se pudessem escolher sair do casulo talvez adiassem o fim do processo umas semanas ou meses até passar por tudo o que as transformaria numa borboleta.


A verdade é que para ser borboleta a lagarta tem que ser um pouco louca e ousada, pois para ser  borboleta  tem  que  deixar  de  ser  lagarta.  De  certo  modo,  ela  tem  que  querer  muito  ser borboleta, mais do que tudo o resto.

Na natureza as lagartas não têm escolha. Todas elas constroem o seu casulo e durante a sua metamorfose  algumas  morrem  e  outras  viram  lindas  borboletas.  Mas,  nenhuma  delas  fica lagarta por muito tempo.

Nós como seres humanos somos privilegiados com o nosso livre arbítrio. O único senão deste privilégio é que a nossa transformação é uma escolha.

Muitos têm a ideia de iniciar o processo, o que é bom pois é com uma ideia que tudo começa.


Outros vão além da ideia e decidem iniciar o caminho dando o primeiro passo.  Até aqui é fácil, escolher começar é simples, o difícil é realizar o caminho e escolher ficar no caminho quando nos sentimos a “desmembrar” e quando estamos a ser engolidos pelo medo, pelas dúvidas e sem saber o que virá depois da mudança.

A vida e muito menos a intuição não tiram o nosso livre arbítrio, nem fazem a transformação acontecer em nós. Isso é um grande mal-entendido. Todos nós temos o potencial de ser uma borboleta,  mas  somos  nós  que  temos  de  dar  o  primeiro  passo  para  isso  acontecer.  O  resto acontece em resposta à nossa intenção e ação.

A vida e muito menos a intuição não tiram o nosso livre arbítrio, nem fazem a transformação acontecer em nós. Isso é um grande mal-entendido. Todos nós temos o potencial de ser uma borboleta,  mas  somos  nós  que  temos  de  dar  o  primeiro  passo  para  isso  acontecer.  O  resto acontece em resposta à nossa intenção e ação.

O  que  vale  a  pena  perguntar  é:  «Quanto  tu  queres  voar?».  A  maioria  gosta  da  ideia,  mas depois não estão dispostos a fazer o que for preciso.


Uma vez vi um filme onde no início surgiu uma pergunta escrita numa pedra: «Como alguém pode  impedir  uma  gota  de  água  de  jamais  secar?».  Só  no  fim  do  filme  foi  dada  a  resposta:

«Atirando-a ao mar». Este provérbio tibetano mostra quanto o ego é insignificante e nos convida ao encontro com a totalidade e com a nossa essência. Este encontro é um processo árduo, de posses e renúncias, de aprendizagens e ”desaprendizagens” e de transformações sucessivas, pois  a  nossa  alma  passa  pelos  estágios  de  lagarta  para  borboleta  uma  e  outra  vez,  num caminho evolutivo.

Tudo  começa  com  a  coragem  de  lançar  a  nossa  própria  gota  ao  mar.  Tudo  começa  com  a vontade de deixar de ser uma lagarta.


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