Parar de tentar agradar a todos é ter paz de espírito

Quando nascemos, sabemos que temos um propósito de vida, talvez inconsciente, mas sabemos. Cada ser nasce com uma missão, e ao iniciar a educação em casa somos bloqueados, nosso propósito maior é apagado, que seja por um tempo, para receber o que nossos pais acham correto.

Desse momento em diante, passamos a acreditar que toda ação é para de fato agradar nossos pais. Não podemos isso, devemos aquilo, podemos ser assim, mas devemos ser dessa outra maneira.

Quando na escola, ampliamos a busca por agradar os pais com boas notas e ainda colocamos os professores e coleguinhas de turma como pessoas a quem também devemos agradar.

Estar em constante busca pela aceitação do próximo é tóxico. Nos sentimos sempre incompletos e insatisfeitos com nós mesmos, quando na verdade somos perfeitos e temos tanto a agradecer. Em nossa vida, o que conquistamos por nós ou para os outros?

A pressão da adolescência, de acontecimentos como o primeiro beijo, a primeira festa, queremos viver e fazer o que todos fazem, sabendo que podemos desagradar nossos pais, por exemplo. A imensa pressão da escolha da Faculdade, pública ou particular, sair ou ficar em casa morando com os pais. Calma, e ainda não falamos sobre escolher a profissão que queremos para o resto de nossas vidas.

Vamos parar e pensar nessas escolhas do passado, se foram realmente boas para nós ou para agradar os padrões da sociedade. Trocamos de roupas pela moda que seguimos, trocamos de celulares pelos modelos que todos utilizam. Mostramos em nossas redes sociais o que somos ou o que queremos ser?

Em primeiro lugar, para encontrar a verdadeira paz de espírito é preciso parar de tentar agradar a todos.

Os religiosos não dizem que, “nem Jesus agradou a todos”, então, não seremos nós a conquistar a benção da nação. Alguém não vai gostar da roupa que você escolheu para trabalhar aquele dia, alguém não vai aprovar a foto que você publicou na internet. Alguém não vai aceitar a sua opinião.

Quando colocamos como nossos valores, princípios, não agradar a todos e ter a coragem de ser quem somos, o mundo brilha e a transformação interior acontece. Não é fácil, não mesmo, pois crescemos com ensinamentos para agradar o máximo possível de pessoas. Quando adultos, esse é um peso extra, em nossa bagagem, que não precisamos carregar. É preciso ir fundo em nossa busca pelo autoconhecimento para saber o que fazemos para agradar alguém, e o que realizamos para nós mesmos.

Somente através de autoconhecimento encontramos nosso amor-próprio e deixamos de lado, de uma vez por todas, as preocupações, as frustrações que sentimos por não agradar talvez uma pessoa querida. Uma ação pode não agradar alguém de nosso convívio por exemplo, e assim é a ordem natural das coisas, porque não é necessário a aprovação de ninguém para vivermos nosso propósito.

Porque, acredite, não vivemos para agradar aos outros, e sim VIVEMOS por nós.



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