Comportamento

Passageira se recusa a usar máscara e voo para Londres retorna a aeroporto

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Por causa de uma passageira que se recusava a usar máscara, o voo teve uma hora de atraso, conforme a companhia aérea informou.

De acordo com os rastreadores de voo, um Boeing 777 da American Airlines já tinha sobrevoado cerca de 800 km dos 7 mil que o levariam a Londres, na Inglaterra, quando precisou inverter a rota. A aeronave sobrevoava a Carolina do Norte, ainda nos Estados Unidos.

Conforme o jornal norte-americano The New York Times, em nota, a empresa responsável pelo voo disse que o avião teve de retornar para Miami por causa de uma cliente que se recusou a cumprir a ordem federal de usar máscara, uma medida para combater a pandemia de covid-19.

Quando o Boeing da American Airlines voltou para o local de partida, os policiais já estavam aguardando o pouso do voo AAL38 no aeroporto internacional de Miami.

Ainda segundo o site, os policiais escoltaram a mulher de 40 anos para fora do avião. Ela não foi presa, como afirmou ao jornal o oficial de informações públicas do Departamento de Polícia de Miami.

Esse foi um caso dentre uma extensa lista de conflitos com usuários dos aeroportos que se recusam a usar máscara nos voos neste tempo de pandemia.

Outro caso como esse aconteceu em outubro último, quando uma comissária de bordo, também da American Airlines, foi atingida por um soco desferido pelo passageiro Brian Hsu, 20, de Irvine (Califórnia). A  comissária teve o nariz fraturado e foi retirada de maca do avião. O voo da Califórnia para Nova Yorque foi desviado para Denver, capital do estado do Colorado, onde Brian foi levado sob custódia para o distrito policial, no qual já havia sido apresentado queixa contra ele.

Segundo declarou o executivo-chefe da companhia aérea ao jornal, o ataque no voo foi considerado como uma das piores demonstrações de comportamento violento que eles já haviam registrado.

Em maio do ano passado (2021), uma californiana de 28 anos deu vários socos em uma comissária de bordo, deixando seu rosto ensanguentado e quebrando três dentes, em um voo da companhia Southwest Airlines, porque a comissária pediu para a mulher afivelar o cinto de segurança, recolher a mesa de bandeja e usar a máscara da forma correta.

Vyvianna M. Quinonez, de Sacramento, na Califórnia, foi acusada de importunação de tripulantes e comissários de bordo, conforme relatou a Procuradoria do Distrito Sul da Califórnia em um comunicado, segundo o NY Times. A mulher foi condenada à pena máxima de 20 anos de prisão, além do pagamento de multa de mais de R$ 1.300.

Além desses casos, o site afirma que, nos últimos anos, diversos outros episódios de ataques de passageiros violentos foram registrados, conforme a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos.  Só neste ano, desde 1º de janeiro, a agência disse que já recebeu mais de 150 relatos de passageiros violentos, cerca de 90 relacionados à obrigatoriedade de usar máscaras como medida protetiva crucial para o combate da covid-19.

Já em 2021, foram registrados pouco menos de 6 mil casos de passageiros violentos, mais de 4 mil envolvendo o uso de máscaras.

Importância do uso de máscara

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tem realizado campanhas desde 2020 para reforçar a importância do uso de máscaras como forma de proteção e combate da covid-19, nas redes sociais governamentais. Dentre as mensagens, a ANS ressalta que o uso de máscaras é uma proteção não só individual, mas sobretudo coletiva, já que impede a transmissão do vírus.

Segundo o “Painel Coronavírus”, do site governamental brasileiro, só em nosso país já foram confirmados 622.205 óbitos decorrentes de covid-19.

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