Paz

A paz natural

[…] A essência da mente é naturalmente tranquila, como a mente de uma criança acompanhando os pais em uma visita ao museu.



Enquanto os pais estão completamente envolvidos em julgar e avaliar as várias obras de arte, a criança se limita a ver. Ela não se pergunta quanto uma determinada obra de arte pode custar, a idade de uma estátua específica ou se o trabalho de um pintor é melhor do que o de outro. Seu ponto de vista é completamente inocente, aceitando tudo da forma como é contemplado.

Essa perspectiva inocente é conhecida em termos budistas como “paz natural”, uma condição similar à sensação de total relaxamento que uma pessoa vivencia depois de, digamos, exercitar-se ou concluir uma tarefa complicada.

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A paz natural é um estado que não demanda relaxamento. A experiência da paz natural vai tão além do que normalmente consideramos relaxamento que desafia qualquer descrição. Ela é comparada a dar um doce para um mudo. O mudo, sem dúvida, sente a doçura, mas é incapaz de descrevê-la.

Da mesma forma, quando saboreamos a paz natural de nossas próprias mentes, a experiência é inquestionavelmente real, porém está além de nossa capacidade de expressá-la em palavras.

Ao compreendermos que a natureza de nossa existência é a paz natural e está além das palavras, pensamentos e emoções, então o sentimento de isolamento, separação, medos e esperanças desmorona. A paz natural traz um alívio espantoso! […]

Tenzin Palmo


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