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“Peço desculpas por não termos percebido alteração de comportamento”, diz pai de aluno que esfaqueou colega em SP

Foto: Reprodução
Peco desculpas por nao termos percebido alteracao de comportamento diz pai de aluno que esfaqueou colega em SP capa

O pai do menino de 13 anos que esfaqueou uma colega em uma escola da Zona Leste de São Paulo enviou uma carta neste domingo (28) à família da jovem que tomou as oito facadas e à comunidade escolar, se desculpando pelo ocorrido.

Na carta, o pai diz que o garoto é uma criança de “coração maravilhoso, super educado e amoroso”, mas que a família se desculpa por não ter percebido uma alteração no comportamento dele que levou às facadas aplicadas na colega Anna Beatriz Nascimento, do 8º ano do Colégio Floresta.

A mensagem também afirma que ele acredita em uma recuperação do garoto, por se tratar de uma criança que “age por impulso e muitas vezes sem pensar, sem comunicar e sem se abrir com os pais”.

“Venho em nome da minha família agradecer o carinho e a dedicação que vocês estão tendo com meu filho, mesmo sabendo que ele fez uma coisa muito errada, sei que ele tem um coração maravilhoso, é um menino super educado e amoroso; a única questão que precisa ser trabalhada é o seu comportamento de ser muito fechado, mas eu tenho fé em deus que ele terá uma nova oportunidade para melhorar essa questão, afinal ele é uma criança e sabemos que crianças agem por impulso e muitas vezes sem pensar, sem comunicar e sem se abrir com os Pais”, afirmou o pai.

“Peço desculpas por nós não termos percebido qualquer alteração de comportamento, mas da forma mais sofrida aprendemos, e desejo que vocês possam ter a sensibilidade que não tivemos para juntos evitarmos situações como essa”, completou.

Anna Beatriz Nascimento, de 12 anos, foi esfaqueada pelo colega de classe na manhã da última terça-feira (22), no intervalo entre duas do Colégio Floresta, em São Miguel paulista, na Zona Leste de São Paulo.

A menina levou oito facadas e teve alta no sábado (26) do hospital.

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A menina Anna Beatriz Nascimento, do 8º ano do Colégio Floresta, que teve alta hospitalar no sábado (26), após tomar dez facadas dentro da escola – Direitos autorais: Reprodução/TV Globo

Na entrevista, Anna Beatriz disse que na hora dos golpes achava que tivesse tomado um soco do menino e que se surpreendeu com a atitude e os motivos que levaram ele a cometer a violência.

“Eu desconheço bullying com ele. Ele era um aluno muito tranquilo, ele não falava com ninguém, não conversava com ninguém”, contou a estudante.

“Eu senti como um soco na hora da adrenalina. Eu achava que era qualquer coisa, menos uma faca. Eu achava que era soco. Ele estava com um olhar desesperado. Muito desesperado. Os olhos muito arregalados, e fez isso comigo”, afirmou a jovem.

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A menina Anna Beatriz, de 12 anos, ao lado do pai e da mãe, em São Paulo, após alta hospitalar no sábado (26). – Direitos autorais: Reprodução/TV Globo

Os pais de Anna acreditam que o colega da filha precisa de cuidados.

“Ele sabia exatamente o que ele estava fazendo. Mas, por outro lado, é uma criança de 13 anos. Então, a gente tem que, eu acho que a sociedade como um todo, o estado, pai e mãe, acho que a família tem que acolher, acho que ele precisa de um tratamento”, diz Adriano Nascimento da Silva, pai de Anna.

“Ele é uma criança, ele também é uma vítima, e eu me preocupo muito. Me preocupo com o que pode acontecer com ele mais tarde. Ele precisa ser cuidado, ele precisa ser acolhido, precisa ser tratado. Eu poderia estar pensando de outra forma se a minha filha não estivesse aqui. Mas, graças a Deus, ela está aqui. E ele tem uma mãe. E eu sou mãe”, diz Glady Xavier Nascimento.

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Íntegra da carta do pai do garoto que esfaqueou a colega em um colégio da Zona Leste de São Paulo em 22 de março. – Direitos autorais: Reprodução

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