Família

Pedir a opinião do seu filho em tudo não é exercer a “democracia”, mas oferecer a ele má educação!

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capa Pedir a opiniao de seu filho em tudo nao e exercer a democracia mas sim oferece lo uma ma educacao

Será que os filhos sempre precisam opinar nas decisões da família? Confira a reflexão sobre o assunto!

Qual a maneira correta de educar os filhos? Provavelmente essa é uma das questões para as quais mais existem respostas. São muitas filosofias e métodos sobre as “maneiras corretas” de educar nossos filhos para serem adultos responsáveis, conscientes, bem-sucedidos e felizes, e cada um de nós escolhe aquela que lhe parece mais adequada.

De um lado, temos quem cria os filhos de forma mais tradicional, sem lhes dar muita liberdade e cobrando sempre muita responsabilidade com estudos e outras atividades. De outro, há pais que oferecem aos pequenos total liberdade, apostando em construir assim uma relação de confiança e parceria com os filhos.

Temos também pais mais muito amorosos e outros não tão bons em demonstrar sentimentos, preferem mostrar dedicação e responsabilidade de outra maneira não muito afetuosa. Não cabe a nós julgar a forma como as famílias conduzem seus relacionamentos, mas reflexões sobre situações que todos vivemos com os filhos são sempre válidas.

A seguir, abordaremos os pais e mães que incluem os filhos em todas as decisões familiares, mesmo aquelas que tradicionalmente são de responsabilidade dos adultos. Esses homens e mulheres, dispostos a estabelecer uma relação de diálogo e respeito dentro de casa, não tomam decisões para as famílias sem antes consultar a opinião dos filhos.

Para eles, é mais do que certo que os pequenos tenham voz nas escolhas desde cedo, pois isso os tornará adultos de opinião, que não serão silenciados por ninguém e saberão defender seus pontos de vista.

Entretanto, será que isso é saudável para o âmbito familiar e o futuro das crianças?

Uma coisa que sempre devemos ter em mente é: a responsabilidade pela manutenção da casa e das relações familiares, principalmente enquanto os filhos são menores, é dos pais. É deles a prerrogativa de determinar o que os filhos podem ou não fazer, o que será servido no almoço ou jantar, até que horas podem brincar com os amigos e muitas outras decisões diárias.

Sim, pode ser exaustivo ter de cuidar de todos os acontecimentos da casa e também da vida dos filhos, mas nisso está implícito o exercício da maternidade e paternidade. É compreensível que muitos pais, seja para tentar aliviar um pouco esse peso ou para promover um ambiente mais igualitário dentro de casas, vejam como necessário pedir a opinião dos filhos para tudo, e embora isso tenha uma intenção positiva, nem sempre acarreta consequências interessantes para a família ou as próprias crianças.

Na maioria dos casos, as crianças não têm a maturidade e experiência necessárias para tomar decisões importantes sobre as realidades da família, e entregar-lhes essa responsabilidade não é justo.

Além disso, as crianças que crescem achando que suas opiniões são sempre as mais importantes podem ser adultos arrogantes, que não sabem respeitar outras opiniões ou seguir regras.

É claro que é importante levar em consideração os sentimentos dos pequenos, mas o ponto-final tem de ser sempre do pai e da mãe, os responsáveis pela educação e futuro deles.

A democracia na família não acontece quando as vontades dos filhos são colocadas acima de tudo, mas sim quando pais e mães tomam decisões com amor e responsabilidade, levando em consideração o impacto delas, como afetarão a vida dos filhos e contribuirão para o sucesso e felicidade deles.

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