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Pedreiro que perdeu filha decide estudar as leis para fazer justiça ao seu assassinato

Capa Pedreiro que perdeu filha decide estudar as leis para fazer justica ao seu assassinato

Além de querer que o suspeito pelo crime fosse preso, o humilde pai também queria que a negligência de funcionários do Ministério Público fosse investigada.



Imagine a dor de um pai que perdeu a filha vítima de assassinato. Como se não bastasse a ausência da filha, sentir que o caso dela não recebeu a atenção que merecia da justiça faz com que qualquer pai sinta ainda mais tristeza e desconforto. No México, um pai perdeu sua filha de apenas 21 anos e sentiu que ela não recebeu a justiça que deveria. Mas a forma como ele decidiu encarar essa situação é totalmente diferente.

José Diego Suárez Padilla trabalhou durante quase a vida inteira como pedreiro, a alvenaria era o que sabia fazer e o que garantia que sua família tivesse todas as necessidades atendidas. Ele nunca imaginou que deixaria a área que tanto compreendia na qual tanto se empenhava mas, infelizmente, a vida o fez alterar totalmente seu rumo. Sua filha, Rosa Diana Suárez Torres, de apenas 21 anos, foi assassinada com 16 facadas, em 2010, e isso causou revolta e mudou o curso da vida de José.

O suspeito pelo crime era o namorado de Rosa, Gilberto Campos García, e mais duas autoridades policiais que haviam negado a ela proteção, dois meses antes do ocorrido.


O crime aconteceu na véspera de ano novo, mas meses antes, Rosa Diana já havia prestado queixa contra o namorado, pedindo proteção, pois havia sido ameaçada de morte. Na época, os dois funcionários não haviam dado atenção ao caso e afirmaram que era apenas uma briga de casal, coisa que não levaria a nada.

Quando José Diego precisou entrar no tribunal, sua filha já estava morta e não havia nada que pudesse ser feito para trazê-la de volta. Além disso, embora o trabalho como pedreiro sempre lhe tenha garantido nunca passar necessidades, com o valor que recebia era impossível arcar com os custos de um advogado. Mas isso não fez com que o pai desanimasse, pelo contrário, ele decidiu ser o próprio defensor.

2 Pedreiro que perdeu filha decide estudar as leis para fazer justica ao seu assassinato

Direitos autorais: reprodução/Milenio.

Ele afirma ao jornal Milenio que passou a devorar o código penal, o código civil e a lei de amparos, além disso, durante o julgamento, apresentou mais de 350 documentos e batalhou contra seis apelações no tribunal. Ele afirma que, quando encontrou o corpo da filha, jurou sobre seu corpo que lutaria até o inimaginável para fazer justiça a ela. E foi o que perseguiu.


Em 2015, ele conseguiu que o suspeito pelo crime pegasse 67 anos de prisão, e os dois funcionários, que se recusaram a ajudá-la, foram sentenciados a dois anos por abuso de autoridade.

Mesmo que isso não traga sua filha de volta, José garante que ao menos faz com que a justiça fosse aplicada da forma devida. A Procuradoria-Geral do Estado do México advertiu, em várias ocasiões anteriores ao assassinato de Rosa Diana, que a vítima estava sofrendo ameaças e que já havia sofrido violência do autor do homicídio. Em outubro de 2010, Gilberto teria ido à casa de Diana para espancá-la, quando seu pai a encontrou daquele jeito, acompanhou-a até o Ministério Público para denunciar o rapaz.

Depois de Diana relatar o ataque, pediu uma ordem de restrição, para que o rapaz não pudesse mais se aproximar dela. O pai conta que lá explicaram que ordens de restrição não existiam no México, apenas em países norte-americanos, e indeferiram o pedido da menina. Posteriormente, afirmaram que aquela havia sido apenas uma “briguinha” de casal, e Juan Ignacio Robles Márquez e Mónica Hernández Ruiz, secretários do MP, determinaram que não havia crime que justificasse a ordem de restrição.

Essa negligência judicial fez com que, dois meses depois, Rosa Diana fosse assassinada pelo mesmo homem contra quem ela prestou queixa. Nada foi feito, ela sofreu feminicídio e o pai ficou sem sua filha. Mesmo assim, José espera que sua luta sirva de inspiração para que outras famílias não desistam e também não se culpem, mas que lutem ao máximo para garantir justiça.


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