Pessoas inspiradoras

Uma mulher comandará a Academia Brasileira de Ciências pela primeira vez em 105 anos!

Foto: Arquivo pessoal
Pela 1a vez em 105 anos uma mulher vai comandar a Academia Brasileira de Ciências

Helena Nader surge como esperança para as futuras cientistas brasileiras que irão se sentir representadas!

A Academia Brasileira de Ciências (ABC), em março deste ano, elegeu uma mulher para a presidência, pela primeira vez em 105 anos de história.

Agora, o comando feminino será pela bióloga e biomédica paulistana, Helena Nader, que tomou posse como presidente da ABC no dia 04 de maio, durante uma cerimônia especial no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Segundo a CNN, Helena Nader, aos 70 anos, disse em sua posse que ter uma mulher na presidência da Academia Brasileira de Ciências é uma vitória para as brasileiras. Paulo Alvim, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, também participou da cerimônia e disse que a presidência de Helena Nader servia de inspiração: “As mulheres já são maioria nos campos universitários, na pesquisa e é importante também que ela tenha protagonismo no papel da ciência. Então acho que é inspirador e algo que temos muito que comemorar”.

Para a bióloga e biomédica, este é um momento importante para todas as meninas que verem essa conquista, quererem ser cientistas também. Nader, com muito esforço, perseverança e resiliência, conseguiu chegar ao topo da Academia por mérito e agora, pode inspirar outras mulheres do país a seguirem seu exemplo de determinação.

Ainda no Museu do Amanhã, Nader deixou um recado especial para as mulheres brasileiras: “Meninas, mulheres, não tem o que vocês não possam fazer, não aceitem o não como resposta e juntas vamos mudar o Brasil! Eu acho que a gente precisa de todos os gêneros para termos o país que queremos”.

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Direitos autorais: Divulgação

Em publicação oficial no Instagram da Academia Brasileira de Ciências, eles comemoram a vitória de Nader e outras mulheres na corporação da entidade: “O resultado da eleição reforça um movimento ativo que nós, da ABC, temos por uma maior representatividade de gênero. Recentemente, a Academia também elegeu, em um resultado inédito, mais mulheres do que homens como membros titulares para o ano de 2022. Foram escolhidos 13 nomes para a categoria, dos quais oito são mulheres.”

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Direitos autorais: Reprodução / Arquivo Pessoal

Nader, que era vice-presidente da ABC desde 2019, agora, vai assumir a cadeira do físico Luiz Davidovich e quem ocupará a vice-presidência da nova diretoria será o químico Jailson Bittencourt de Andrade, professor aposentado da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e atuante no Centro Universitário Senai-Cimatec.

Academia Brasileira de Ciências

Segundo a ABC, ela foi fundada em 1916, é uma entidade independente, não governamental e sem fins lucrativos, que atua como sociedade científica honorífica e contribui para que haja estudo de temas importantes para a sociedade. A academia visa dar subsídios científicos para a formulação de políticas públicas e seu foco é o desenvolvimento científico, educacional e do bem estar social do país, além da interação entre os pesquisadores e cientistas brasileiros com os de outros países.

Imagem 1 Uma mulher comandara a Academia Brasileira de Ciencias pela primeira vez em 105 anos

Direitos autorais: Reprodução Instagram / @abciencias

Helena Bonciani Nader

Nader nasceu em São Paulo, em 1947, e é formada em ciências biomédicas pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 1970, se formou em biologia pela Universidade de São Paulo (USP), em 1971, bem como, fez doutorado em ciências biológicas pela Unifesp (1974). Ela se destacou, no início da carreira, por posicionamentos em prol da ciência, inovação, tecnologia e educação brasileira, além de também querer promover a igualdade de gênero e a pluralidade científica.

Pela 1a vez em 105 anos uma mulher vai comandar a Academia Brasileira de Ciências

Direitos autorais: Reprodução / Arquivo Pessoal

Sua brilhante carreira como cientista foi reconhecida com diversos prêmios importantes, que fazem dela, a mulher perfeita para o novo cargo. Entre as honrarias podemos destacar: Prêmio Almirante Álvaro Alberto de Ciência e Tecnologia 2020, concedido pelo CNPq, Fundação Conrado Wessel (FCW) e Marinha do Brasil; o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher (2020); o Prêmio Scopus 2007, concedido pela Elsevier e Capes; o  título de professora Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em 2005; o título de Doutora Honoris Causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2022; e a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, em 2008, do governo brasileiro.

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