Comportamento

“Perdi meus pais num intervalo de 17 minutos por falta de oxigênio”, diz empresária de Manaus

perdi meus pais num intervalo de 17 minutos por falta de oxigenio diz empresaria de Manaus

Os pais de Muna foram algumas das vítimas da falta de oxigênio em Manaus. Uma situação muito triste!



A cidade de Manaus, capital do Amazonas, tem enfrentado um colapso na saúde pública nos últimos dias. Temos acompanhado o dilema vivido pela população e testemunhamos muitas campanhas especiais, organizadas por famosos e anônimos, que trouxeram esperança para muitas pessoas que pediam desesperadamente ajuda.

No entanto, apesar de as coisas terem melhorado um pouco, muitos pacientes que estavam hospitalizados acabaram perdendo suas vidas por falta de oxigênio. Amado Ali Hajoj e Zahieh Abdel Karim Hassan Hajoj, um casal palestino, que vivia na cidade, foram algumas dessas vítimas.

Em entrevista à revista Marie Claire, a filha do casal, a empresária Muna Amado Ali Hajoj, de 41 anos, contou, em forte relato, como perdeu a mãe e o pai no intervalo de 17 minutos, no dia 13 de janeiro.


Amado Hajoj tinha 75 anos e sua esposa, Abdel Hajoj, 65. O casal veio da Palestina para o Brasil na década de 1970, após a prisão e tortura de Amado na guerra de palestinos com israelenses. Eles tinham parentes no Brasil que os ajudaram a recomeçar.

Muna relatou que era responsável por cuidar da família desde o começo da pandemia. Os pais e os irmãos, que moravam na mesma casa, isolaram-se por nove meses, para evitar o contágio, mas ainda assim o casal apresentou sintomas na véspera do Natal.

A família então montou uma “unidade intensiva” dentro de casa, para que os pais não precisassem ir ao hospital, mas não foi suficiente. Ali foi internado dia 30 de dezembro e Abdel, em 5 de janeiro.

Ambos apresentavam muita falta de ar e foram internados em um hospital particular. No entanto, a família decidiu transferi-los para uma unidade pública, o Hospital Universitário Getúlio Vargas, mais bem preparado e com os melhores médicos, segundo a empresária. A transferência deixou a família mais tranquila, mas logo todos ficaram sabendo da falta de oxigênio e começaram a se preocupar de novo.


Depois de dias internados, o casal faleceu, com diferença de 17 minutos. Abdel já estava na UTI e veio a óbito após o marido Amado. Muna contou que ambos faleceram por asfixia, causada pela falta de cilindros de oxigênio, e acusa as autoridades de negligência.

A empresária conta que os médicos lhe comunicaram sobre as mortes com lágrimas nos olhos, e que outras pessoas faleceram quase ao mesmo tempo, pela falta de oxigênio. Muna disse que sente falta de ar quando lembra de tudo.

Um dia antes de falecer, Abdel recebeu a notícia de que seu filho seria pai e prometeu se esforçar para sair logo do hospital. Segundo Muna, era um sonho dela conhecer os netos desse filho, já que ele era o único que ainda não era pai.

A empresária afirmou que seus pais tinham muita esperança e que lutaram bravamente contra a covid-19.


Que situação triste! Muita força para Muna e toda a sua família!

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