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Permita-se viver e não apenas sobreviver!

Muitas vezes, sentimo-nos cansados e sem energia para canalizar nossas ações e atingir nossos objetivos.



Nesses momentos, precisamos reavaliar o quanto estamos nos permitindo viver e não apenas sobreviver, diante das circunstâncias, dos compromissos e das obrigações.

Diante de tal reflexão lembrei-me de dois trechos de uma poesia do poeta que tenho grande admiração, J.G. de Araújo Jorge e pus–me a refletir sobre o tema. São eles:

“…vontade preguiçosa de pegar meus nervos e fazer deles uma rede para descansar!! “… como é bom fazer nada e depois descansar”!

Muito significativo e importante o que há por trás das palavras.


De vez em quando precisamos quebrar nossas próprias regras, sem nos deixar levar pelo sentimento de culpa, reservando um tempo para “curtir” nossa agradável companhia e desfrutar do encontro com a nossa alma, em momentos sublimes de quietude e descontração.

Sem programar nada, podemos deixar que o dia nos surpreenda com tudo aquilo que a vida pode nos proporcionar: possibilidades, descobertas e até mesmo desafios, se apenas nos mantivermos abertos e receptivos.

Nesses dias, podemos nos divertir com todas as experiências e extravagâncias, principalmente se somos adeptos de uma rotina muito organizada.


A rotina pode ser um consolo de que tudo está programado e dentro do nosso controle, mas é também favorável, de tempos em tempos, quebrar alguns regulamentos para obter uma sensação diferente e gostosa a respeito de nós mesmos e de como encarar as circunstâncias da vida.

O que importa se deixamos a louça se acumulando na pia por um período? Se ficamos de pijama o dia todo assistindo a um filme? Se a barba não foi feita e se a cama não foi arrumada?

Esse desprendimento traz uma sensação de liberdade e bem-estar a respeito do chamado que vem do nosso interior, sobre “relaxar” e deixar a vida nos levar. Além disso, sabemos que podemos escolher voltar às regras ainda mais renovados, leves e retomar as atividades com muito mais serenidade e sem perder o controle.

Um “pecadinho leve” mas responsável pode dar um novo gás às nossas vidas sempre que nos sentimos estressados numa rotina torturante ou quando o nível de autocobrança estiver no seu limite máximo.

Outro dia, ouvi de uma cliente que “meditar”  dá a ela a sensação de perda de tempo e ociosidade.

Mas, é exatamente esta prática de desprendimento que nos fortalece e nos dá forças para lidarmos com aquilo que a realidade nos apresenta a cada momento, exigindo nossa atenção e ação.

A partir daí, saímos revigorados, equilibrados e conscientes de que podemos canalizar nosso poder diante de cada exigência ou desafio que se nos apresenta a cada momento.

Levar a vida é muito diferente de deixar a vida nos levar!

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Direitos autorais da imagem de capa:>maridav / 123RF Imagens

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