Pesquisa comprova que as reclamações nos tornam ansiosos e deprimidos!

O cérebro é um órgão muito maleável e, nos últimos anos, com o desenvolvimento da imagiologia cerebral e da neurociência, foi descoberto que ele pode se regenerar sob nosso comando.

A neuroplasticidade, capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e desenvolver-se através de novas experiências é uma das coisas mais incríveis que realizamos dentro de nós mesmos. Isso porque pode ajudar a aumentar nosso QI, dominar novas habilidades, impulsionar a recuperação de danos cerebrais, fortalecer a inteligência emocional e ajudar no esquecimento de hábitos e comportamentos tóxicos.

Nossas crenças transformam nossos cérebros

Dr. Michael Merzenich, um dos mais renomados neurocientistas do mundo, baseou-se no trabalho de Donald Hebb (pioneiro da neuroplasticidade e neuropsicologia) para provar como nossos pensamentos podem provocar mudanças estruturais no cérebro.

Ele diz o seguinte:

“Suas experiências, comportamentos, pensamentos, hábitos, padrões de pensamento e formas de reagir ao mundo são inseparáveis ​​de como o cérebro se conecta.”

Isso significa que experimentamos a vida de acordo com a configuração de nossos cérebros.


Reclamações e mudanças no cérebro

Todos conhecemos pelo menos uma pessoa totalmente negativa, que enxerga apenas o lado negativo das coisas e nunca está satisfeita com sua vida.

As pessoas negativas possuem o hábito da reclamação por natureza, isso porque não conseguem manter suas insatisfações para si mesmos, precisam procurar alguém para “desabafarem”.

Nossa tendência é manter distância das pessoas reclamonas, mas muitas vezes elas fazem parte de nosso círculo íntimo. Ao invés de serem apenas criticadas, pode ser útil para todos nós tentar compreendê-las, afinal todos reclamamos de vez em quando.


Existem 3 principais categorias de pessoas reclamonas:

1. As que procuram atenção

Essas pessoas têm baixa autoestima e sempre se colocam como inferiores àqueles ao seu redor. Por esse motivo, reclamam como uma maneira de serem notadas, de obterem atenção. Essas pessoas não são muito bem-sucedidas em suas atitudes, porque ao invés de atenção, costumam receber silêncio.


2. As que possuem o hábito crônico de reclamar

Essas pessoas vivem constantemente reclamando, mesmo que não percebam. Quando não estão espalhando sua autopiedade para os outros, estão pensando nisso.

Os psicólogos consideram esse hábito um comportamento compulsório.


3. As com baixo quociente emocional

Quociente emocional é a compreensão emocional, e representa o quanto as pessoas são conscientes sobre os sentimentos e emoções.

Para essas pessoas não importam suas opiniões, pensamentos ou sentimentos. Elas o enxergam como um corpo vazio e vão se aproveitar de você sempre que puderem.


Podemos culpar o cérebro por esse tipo de comportamento?

De muitas maneiras, podemos, sim. Afinal, quem realmente deseja se sentir negativo?

O fato é que comportamentos tóxicos, como as reclamações, podem alterar nossos padrões de pensamento, quando não são contidos. Essa mudança de pensamento também leva à mudança de crenças que, consequentemente, também altera nossos comportamentos.

Nossos cérebros possuem o viés da negatividade, que é a tendência natural do cérebro de se concentrar mais em circunstâncias negativas do que positivas.

Quando nos concentramos repetidamente nas reclamações e nas coisas negativas, impulsionamos os neurônios responsáveis ​​pelo viés da negatividade. A repetição pode ser responsável pela realidade negativa de nossas vidas.


Para finalizar

Pesquisas comprovam que as melhores ferramentas para combater a negatividade são a meditação e o mindfulness.

Um experimento de 3 meses conduzido pela pesquisadora de psicologia positiva, Barbara Fredrickson, e seus colegas da Universidade da Carolina do Norte, mostrou que as pessoas que meditam todos os dias conservam mais emoções positivas do que as que não o fazem.

Após esse período, eles concluíram que “as pessoas que meditavam diariamente continuavam a mostrar maior atenção, propósito de vida, apoio social e diminuição dos sintomas da doença.”

Um cronograma diário de meditação pode fazer muito bem para você, promovendo uma mudança saudável em sua vida. Não precisam ser horas e horas de meditação, 20 minutos podem ajudar a conseguir resultados muito positivos!

“O pensamento muda a estrutura. Eu vi as pessoas reprogramarem seus cérebros com seus pensamentos, curar obsessões e traumas anteriormente incuráveis.” – Norman Doidge, psiquiatra nascido no Canadá e autor do livro “O Cérebro que se transforma”


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