Pesquisadores brasileiros eliminam o vírus HIV de paciente através de medicamentos!

De acordo com pesquisadores da Unifesp, ainda não há certeza de que o paciente esteja curado, mas o sucesso do experimento traz esperança para pessoas com AIDS!



Cerca de 37,9 milhões de pessoas no mundo vivem com o vírus HIV, de acordo com estatísticas do final de 2018 divulgada pela Unaids, programa das Nações Unidas que busca criar soluções e ajudar os países no combate à AIDS.

Esse é um número muito alto, e as pessoas que contraem o vírus precisam lidar com mais do que a sua saúde, elas enfrentam preconceitos, dificuldade de manter relacionamentos sociais e também a incerteza de que poderão um dia ser curadas.

Felizmente, a ciência está constantemente fazendo experimentos com o objetivo de encontrar cura de pessoas com AIDS e de lhes promover um recomeço. Dentre esses experimentos, existe um, feito por pesquisadores brasileiros, que pode trazer grandes esperanças!


Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comunicaram que, pela primeira vez, foram capazes de eliminar o HIV do organismo de um paciente soropositivo através de coquetel de medicamentos. O paciente de 32 anos foi diagnosticado como soropositivo em 2012.

O grupo brasileiro é o único do mundo a conseguir sucesso apenas com medicamentos, e esse é o primeiro caso em que um paciente fica com o vírus indetectável.

Ricardo Sobhie Diaz, infectologista, coordenador do estudo e diretor do Laboratório de Retrovirologia do Departamento de Medicina da Unifesp, deixou claro que essa foi uma grande conquista, mas que muito trabalho ainda precisa ser feito.

Em entrevista ao El País, ele disse que a equipe ainda não tem certeza de que o paciente está curado, e que fará a pesquisa novamente, com remédios mais eficazes e um grupo novo de pessoas.


O estudo brasileiro foi apresentado na 23ª Conferência Internacional de AIDS, o maior congresso do mundo sobre o assunto. Nele, Diaz disse que, ao final do tratamento, a equipe percebeu que o vírus não retornou e também não se encontrava mais nos locais dentro das células em que costuma permanecer adormecido.

No tratamento proposto pelos profissionais da Unifesp, existem substâncias que identificam as células infectadas, remédios que as matam e outros que estimulam a produção de células saudáveis.

Ele acrescentou que serão necessários ainda dois anos até ganharem mais confiança no processo.

O paciente que teve o vírus indetectável continuará fazendo exames de acompanhamento e, se o vírus permanecer ausente de seu organismo, será a primeira vez em que alguém se cura totalmente de HIV apenas com o uso de medicamentos.

Que grande avanço da ciência! Essa importante pesquisa pode ser a porta de entrada para a cura de pacientes com HIV e uma nova vida para milhões de pessoas!

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