Pesquisas científicas comprovam a funcionalidade da acupuntura e reiki!

Os benefícios da acupuntura e reiki são conhecidos por muitas pessoas. Ambas as práticas são voltadas para o bem-estar humano, sendo a acupuntura focada no tratamento de condições físicas e emocionais e o reiki voltado para a promoção de cura através dos chakras e da aura.

Recentemente, foi comprovado que essas duas práticas também têm explicação científica. Os estudos sobre esse assunto, denominados terapias integrativas, estão cada vez mais populares entre pesquisadores de diversas nacionalidades, como brasileira, americana e europeia.

Reiki

A prática reiki era usada pelos budistas há muitos anos atrás, mas no início do século XX foi redescoberta e propagada pelos japoneses. O objetivo dessa antiga arte é canalizar a energia através das mãos para promover a cura. Os profissionais de reiki captam energia através de uma sintonização mental, em que a energia entra pelo seu chakra coronário, passa pelo chakra do coração, e depois é distribuída pelas mãos, sendo transmitida para a outra pessoa.

O psicobiólogo Ricardo Monezi, buscando compreender os efeitos causados pela prática reiki, aplicou esse tratamento em camundongos com câncer. Ele realizou sua pesquisa na USP, e escolheu essa prática em meio a todas as outras que se utilizam das mãos porque acredita que essa é a única sem conotação religiosa. Sobre seus objetivos, Monezi disse o seguinte: “O animal não tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz.

O experimento funcionou da seguinte maneira: 60 camundongos com tumores foram divididos em três grupos: controle, controle-luva e impostação. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional, que era sempre realizado pelas mãos de um mesmo pesquisador.

Após serem sacrificados, os pesquisadores avaliaram a resposta imunológica de cada um dos três grupos. Eles descobriram que nos animais do grupo “impostação”, que receberam tratamento pelas mãos da mesma pessoa, os glóbulos brancos e células imunológicas dobraram sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas.

Sobre as conclusões da equipe após o estudo, Monezi diz: “Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem-na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”. De acordo com ele, a energia reiki produz ondas físicas, que liberam hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. Os pesquisadores concluíram que as alterações fisiológicas do grupo impostação não são decorrentes de efeito placebo, porque nos grupos que não receberam o tratamento reiki, não houve diferenças significativas.

Seguindo em frente para o próximo passo, a equipe de Monezi já começou a estudar o efeito reiki em seres humanos. O estudo ainda está no início, mas Monezi diz que a princípio o grupo estudado está apresentando resultados positivos na qualidade de vida e sintomas de depressão e ansiedade.


Acupuntura

A acupuntura foi criada na China há mais de dois milênios, sendo um dos tratamentos médicos mais antigos do mundo. Essa prática consiste na aplicação de agulhas metálicas muito finas e sólidas (manipuladas manualmente ou por meio de estímulos elétricos) em pontos do corpo, através da pele. A tradição chinesa explica que essa técnica é capaz de configurar canais energéticos do corpo, conhecidos como meridianos, de acordo com equilíbrio de yin e yang.

Cientificamente, entende-se que as agulhas causam um efeito no sistema nervoso central, composto pela espinha dorsal e cérebro. Durante o processo da acupuntura, as células cerebrais são ativadas, e como consequência liberam o neurotransmissor endorfina, que promove sentimentos felicidade, bem-estar e relaxamento.

No entanto, um estudo sobre acupuntura contra a dor desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Rochester que deu origem a um artigo publicado na revista Nature Neuroscience fez uma nova descoberta: a acupuntura, que entra em contato com até mesmo os tecidos mais profundos da pele, também causa efeito no sistema nervoso periférico; e as agulhas estimulam a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, que tem grandes propriedades analgésicas e antiinflamatórias.

Esse estudo foi realizado com camundongos, que sofriam de dores nas patas. Os pesquisadores realizavam uma pequena sessão de acupuntura nesses animais, aplicando agulhas em seus joelhos. Os resultados de sua prática mostraram que o nível de adenosina na pele da região tratada era 24 vezes maior do que o normal, e como resultado o desconforto diminui em cerca de dois terços.

Para tentar potencializar a eficácia da terapia, a equipe de pesquisadores adicionou nas agulhas um medicamento usado para tratar câncer. Como resultado, foi triplicado o nível de adenosina e a duração dos seus efeitos no organismo dos animais. No entanto, o mesmo experimento não pôde ser realizado em pessoas, porque o medicamento ainda não é usado clinicamente.

A coordenadora do estudo, Maiken Nedergaard, diz “O próximo passo é testar a droga em pessoas, para aperfeiçoá-la ou para encontrar outras drogas com o mesmo efeito”.

____________

Direitos autorais da imagem de capa: wavebreakmediamicro / 123RF Banco de Imagens



Deixe seu comentário