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Polícia Civil ouve três amigos de jovem que denunciou estupro em camarote do Rodeio de Jaguariúna

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A Polícia Civil informou, na manhã desta quinta-feira (2), que ouviu na quarta (1º) três amigos da digital influencer que denunciou ter sido estuprada no Rodeio de Jaguariúna. Ainda conforme a instituição, câmeras de monitoramento da cidade vão ser analisadas ao longo do dia de hoje para a apuração do caso.

As testemunhas ouvidas são duas amigas que estavam com Franciane Andrade, de 23 anos, no evento. Já o terceiro que prestou depoimento é um amigo que esteve com a jovem após a festa. O conteúdo dos relatos, porém, não foi revelado pela polícia. Nesta quinta, a investigação trabalha para localizar novas pessoas para depor.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, ao longo da noite desta quarta, as 53 câmeras de segurança do Jaguariúna Rodeo Festival foram analisadas. O conteúdo das imagens também não foi revelado.

A instituição aguarda o resultado do exame de corpo de delito feito por Franciane. Em depoimento, ela disse que não se lembra do ocorrido.

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Direitos autorais: Reprodução.

O caso

A Polícia Civil informou, na quarta, que apura a suspeita de estupro, que teria ocorrido dentro de um camarote do rodeio de Jaguariúna (SP). A vítima, Franciane Andrade, relatou o crime em stories no Instagram na noite de terça-feira (30).

“O doutor do IML da polícia constatou que realmente houve estupro e ele não sabe me dizer se foi um, dois ou três. Eu não sei o que fazer”, relatou a vítima na postagem, enquanto chorava.

Conforme o boletim de ocorrência do caso, registrado na terça, o crime ocorreu entre a noite de sábado (27) e a madrugada de domingo (28).

Franciane afirmou que estava na companhia de amigos na festa, bebendo, e que não sabe o que ocorreu depois. Disse aos policiais apenas que acordou em uma rotatória próximo ao local do evento. Ela também compartilhou o story de uma amiga que relatou que algo foi colocado no copo da influenciadora.

A estudante tem, até a manhã desta quinta, 203 mil seguidores no Instagram. Houve a tentativa de contato com ela por telefone e rede social, mas não foi obtido retorno.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que caso foi registrado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi Guaçu (SP) e, posteriormente, encaminhado para a Delegacia de Jaguariúna, onde as investigações prosseguem e um inquérito foi aberto para apuração de estupro.

“Diligências estão em andamento para esclarecer os fatos. Outros detalhes não podem ser divulgados devido à natureza do crime”, informou a SSP. O caso será investigado em segredo de justiça.

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Direitos autorais: Reprodução.

Sentiu dores após a festa

A jovem relatou, ainda durante a noite de terça, que sentiu dores e procurou atendimento médico. Foi quando exames apontaram a suspeita de estupro.

“Que dor que eu estou sentindo. Inconsciente, sem ver quem era. […] Eu paguei um dos camarotes mais caros para ter segurança, aí acontece isso e ninguém me ajudou. Nenhum segurança me ajudou, ninguém”, disse.
Ainda no Instagram, Franciane disse que precisou tomar, na Santa Casa de Mogi Guaçu, um coquetel de medicamentos contra doenças sexualmente transmissíveis.

Depoimento de 3 horas

Na manhã desta quarta, a jovem esteve na DDM de Mogi Guaçu. Ela foi ouvida durante três horas.

A DDM também confirmou que foi feito exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) da cidade, mas não deu detalhes.

Organização do rodeio cede imagens

Em nota, a organização do Rodeio de Jaguariúna 2021 informou, nesta quarta-feira, que entrou em contato com a jovem e com a família dela, assim que tomou conhecimento do relato, para prestar ajuda e suporte necessários.

“Sem prejuízo do integral suporte à eles, a organização do Jaguariúna Rodeo Festival também está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação do ocorrido. A propósito, já estão sendo analisadas as imagens e vídeos das diversas câmeras de segurança do festival”, diz o texto.

A organização afirma, ainda, que “o camarote citado, assim como as demais áreas do evento, possui efetivo robusto de segurança e monitoramento” e que “reafirma seu compromisso com o bem-estar do público e repudia qualquer forma de abuso e discriminação, dentro ou fora dos eventos que realiza”.

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