Comportamento

“A função da Polícia Militar vai muito além”, diz policial depois de alimentar homem sem teto

A imagem foi registrada por uma estudante que passava pelo local e ofereceu uma maçã ao homem em situação de rua.



As pessoas em situação de rua passam por necessidades que a maioria da sociedade não consegue mensurar. A fome, o frio, o calor e a solidão são alguns dos problemas que enfrentam, sempre recebendo tratamento ruim de quem está por perto, já que são marginalizados pela comunidade.

Essa exclusão das pessoas sem teto é naturalizada por quem não compreende a situação em que se encontram, chegando a acreditar que quem está na rua o faz porque quer, deixando de lado toda a teia complexa que envolve as relações humanas.

A imagem de um homem em situação de rua alimentado por dois policiais militares, em Ipatinga (Minas Gerais), circulou nas redes sociais esta semana. Os PMs, que fazem curso de formação de soldados, auxiliavam na fiscalização da onda roxa para combater a covid-19, no centro da cidade .


Segundo reportagem do G1, a estudante Amanda Carolina foi quem fez as fotos, ela ia para o estágio, quando percebeu uma movimentação de pessoas e decidiu ajudar.

O homem deitado no canteiro da praça disse que estava com fome e chegava a passar mal, a jovem então decidiu lhe dar uma maçã que tinha na bolsa. Os PMs se aproximaram e imediatamente alimentaram o sem teto. Quem acompanhava o caso afirmou que nunca havia presenciado algo parecido.

Um dos policiais explicou que o homem possui deficiência física e que isso o impossibilitava de se locomover sozinho. Ele ainda contou que tinha chegado ali se rastejando e que não conseguia se alimentar sozinho, o que comoveu os soldados que acompanharam a situação, Diego Messias Leal e Weliton de Caldas Rodrigues.

Como ele comia de maneira muito rápida, os policiais lhe disseram que ele tinha tempo, portanto podia comer com tranquilidade. Acionaram a ambulância e o homem começou a chorar, disse que não se alimentava havia dois dias, por isso sentia muita fome.


A estudante parabenizou os policiais pelo gesto, disse que eles fizeram jus à farda que usam, demonstrando que estavam ali para servir a sociedade, independentemente de quem fosse.

O soldado Weliton explicou que a função da PM vai muito além do que a maioria enxerga, envolve também trazer qualidade de vida para os cidadãos e que ambos ficaram com a sensação de dever cumprido, não apenas profissionalmente, mas pessoalmente.

Os policiais se surpreenderam com a repercussão do caso e afirmaram que, no momento em que tudo aconteceu, agiram apenas com o instinto humano. Cumpriam um dever como policiais, mas acreditam que qualquer civil naquela posição faria o mesmo.

Gesser Oliveira, o homem que precisou de ajuda, nasceu em 1985 e até o dia 25 estava na UPA da cidade de Ipatinga, numa internação social. Gesser explicou que morava em Belo Horizonte, capital do estado, onde estava sendo explorado e agredido nas ruas. Depois de conseguir juntar dinheiro, ele chegou a Ipatinga, no dia 24, com apenas 15 reais no bolso.


Sobre as pessoas em situação de rua, o policial Weliton disse que muitos moradores dão “esmola” apenas para se livrar delas, mas que, muitas vezes, elas precisam de atenção, de alguém que lhes deseje “bom dia” ou “fique com Deus”. O que você achou deste caso? Comente abaixo e compartilhe-o nas suas redes sociais!

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