Por mais que nos julguemos fortes e independentes, em algum momento todos precisamos de alguém

Não! Definitivamente, não! Ninguém entra na nossa vida por acaso e muito menos permanece. Não me venha com esse papo de estar com alguém por mero acaso. Ninguém está! Somos todos interesseiros a grosso modo, doa a quem doer!

Em todo e qualquer relacionamento existem laços, laços os quais nem sempre conseguimos preservar uma vida inteira. Pessoas vêm e vão – a todo momento – e temos que aceitar isso, independente da dor que isso nos cause. Mas não me venha com clichê que não é interesse.

Somos seres humanos dependentes uns dos outros. Por mais que nos julguemos fortes e independentes, nós precisamos, em algum momento, de alguém e isso, por pior que seja, é útil. Sim, eu estou falando de tirar vantagem, tirar vantagem do namorado, da sogra, do melhor amigo e por que não do vizinho?

Por mais amor que damos e recebemos, estamos a todo momento nos beneficiando e fornecendo algo a alguém. Se namoramos, usufruímos de companhia, carinho, afeto, fidelidade e por consequência de bens materiais – muitas vezes presentes em datas comemorativas, ou em jantares românticos.

Se saímos com os amigos, temos pleno interesse em dialogar, nos divertir e por hora pagar ou aceitar uma bebida, um voucher de balada, um ingresso de cinema. Se vamos à casa da sogra, não esperamos menos que sermos bem recebidos e aceitos numa família que agora é nossa, mas que nem sempre foi, e para completar, por que não um “churrascão” para selar isso?

Com irmãos não é muito diferente, temos aquele amor fraterno, não só por eles, mas pelas roupas que usamos sem pedir, pelo bolo que encontramos na geladeira e pelo carregador de celular que estava na tomada, por acaso.

Na escola, com os colegas, não existe nenhum benefício até perdermos um dia de aula e precisarmos copiar a matéria. Na empresa em que trabalhamos, podemos ser o motivo de orgulho do chefe, o mais elogiado da encarregada… mas, chegue atrasado ou não entregue aquele relatório.

Somos suscetíveis à utilidade durante todo o tempo, seja ela boa ou ruim. Nem sempre admitirmos que somos interessados em algo que alguém pode nos proporcionar, signifique, de fato, que sejamos alguém ruim.

Estamos todos procurando algo que possa nos preencher, e na maioria das vezes temos aquela pessoa que pode nos oferecer.

É a realidade… muitas vezes escondida, anônima, mas presente em cada um de nós. Só nos cabe usar o bom senso para dar e receber sempre que preciso.


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