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Por que autoconhecimento para mulher/mãe é empoderamento?

Existe a mulher tímida, como existe a mulher mais comunicativa e aberta. A mulher que se dedica exclusivamente à carreira e a mulher que se dedica integralmente à família, e também, a que concilia diversos outros papéis.

Todas, sem exceção, acabam abrindo mão de alguma coisa na vida para sustentar suas escolhas. E está tudo bem com isso!


Imagine só o malabarismo que é preciso fazer para manter girando todos os pratos chineses? Algum acaba quebrando, outros, perdem o equilíbrio mas retornam a girar depois… e assim é na vida da mulher também.

Independentemente de qualquer escolha que assumimos dentro dos nossos papéis (que são muitos mesmo, vamos combinar!) vem uma coisinha chata para incomodar e não, não estou falando da TPM não (esta, por si só, já leva o troféu master)… mas a famosa culpa feminina de não dar conta de tudo como planejou ou como os outros esperavam que fosse, então, um prato chinês acaba aí se descuidando e indo ao chão, mas calma vamos repensar o assunto!

Essa culpa já se tornou histórica, ou seja, ela provém de nós mesmas lá pelo fim do século XIX com a luta feminina na defesa de melhores condições de vida e trabalho e pelo direito ao voto, que resultou depois na consolidação do Dia Internacional da Mulher. Adentramos no mercado de trabalho, tivemos muitas conquistas e lutas sim, mas não vou me deter em movimentos feministas aqui, apenas por uma questão de ponto de referência. Junto com tudo isso veio uma revolução tecnológica, mercadológica e científica para ajudar ainda mais a enchermos nosso dia a dia de mais tarefas, funções, distrações e reflexões.


Decidimos ter menos filhos ou simplesmente não termos também, e, ainda assim nos culpamos por diversos pratos que carregamos. E de que outra forma vamos nos “curar” disso a não ser pela busca do autoconhecimento, da pausa para conectar, do silenciar um pouco dentro de nós mesmas e pararmos também de toda vez justificarmos por que não somos/estamos tão boas quanto o outro espera de nós? Muitas de nós permitimos que fatores externos tomem conta e façam parte de nossas crenças, sem ao menos percebermos ou questionarmos que não somos nós, mas o externo e também a nossos antepassados, sim. Quer um exemplo? Por que minha mãe fazia assim, vou seguir também. Ou ainda o contrário: por que minha mãe fez assim (e isso me machucou muito) vou fazer o contrário para não machucar minha filha, sem levar em consideração que agora são outras histórias, com outras pessoas e outras necessidades, com percepções completamente diferentes.

Você mulher, é fruto de um encontro, tenha sido ele bom ou não, mas se cobrar por essas questões só vai aumentar o seu esgotamento físico, mental, espiritual e emocional. Ela não precisa ser sua.


Então como o autoconhecimento é um fator de empoderamento para a mulher? 

Porque quanto “mais eu me conheço, mais eu me curo, mais eu me potencializo”. Frase de um homem inclusive, e que cabe perfeitamente neste contexto. José Roberto Marques, presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching). Vamos nos aprofundar um pouco agora:


“Quanto mais eu me conheço…” eu vivo em mim, e, muitas vezes, não me reconheço em algumas atitudes, sentimentos e emoções. Quanto mais eu passo a conhecer essas atitudes e sensações em mim…

“…Mais eu me curo…” de mim mesma e paro de me vitimizar. O fato de estarmos vivas já é um convite para o autoconhecimento e evolução. Eu curo dentro de mim mesma meus pontos deficientes, meus pontos de melhoria. Quando eu deixo de me conhecer, deixo de viver, deixo de aprender e ensinar, de evoluir e não curo nada dentro de mim. Quanto mais eu me curo …

“…Mais eu me potencializo”. Sei até onde posso ir e onde eu ainda não posso. Se não posso ainda, o que posso em mim melhorar? Passo a compreender por que sou ativa ou reativa, por que vou ou deixo ir, por que faço ou não faço. Potencializo aquilo que há de melhor em mim e me estudo para aprimorar todos os meus pontos. Tenho uma autopercepção amorosa de mim mesma. Consigo perdoar e, principalmente, consigo me autoperdoar para seguir em frente. Responsabilizo-me pelos meus sentimentos e deixo de “explodir” por nada e, se isso acontecer, passarei a entender melhor o que acontece aqui dentro ♥. Cuido de mim, então, assim, melhores vivências e pessoas eu atraio.

Uma pergunta para mensurar se você está conseguindo evoluir em seu autoconhecimento e se empoderar com isso é: Aquilo que fiz no passado, era o que estava ao meu alcance naquele momento? Muito provavelmente a resposta será sim. Por que do contrário, você teria agido de outra forma. E está tudo bem! A partir do momento que internalizamos um aprendizado, ele passa a fazer parte de nossas reações também (falando em autoconhecimento).


Outras reflexões: 

  • Mãe e mulher: é verdade que a gente tem que ser uma Mulher Maravilha, completamente perfeitas em cada tarefa/função de cada papel nosso?
  • Você pode afirmar com toda a certeza absoluta que temos ser essa tal Mulher Maravilha?
  • Como você reage, o que acontece, quando você acredita neste pensamento?
  • Quem você seria sem este pensamento?

Pegue um caderno e reflita sobre essas questões. Reflita também como está o nível de ansiedade das pessoas que convivem com você. Sem perceber (tanto nós como o outro) transmitimos muito da nossa carga, tanto positiva, quanto negativa. E lembre-se: filhos pequenos não sabem lidar com emoções ainda, eles apenas reagem e externam (das mais diferentes maneiras) aquilo que ele recebe do ambiente. Pode-se dizer aqui que eles são o termômetro de energia de uma casa.

Para finalizar: menos culpa, menos cobrança, mais autoconhecimento para nosso empoderamento e das nossas relações!

E aí, quero saber de você sobre o texto acima. Tocou em seu coração? Concorda, não concorda? Deixe sua colaboração nos comentários para eu saber como você sente as questões do feminino também! Compartilhe com aquela amiga que está passando por uma situação parecida!

Este é um assunto que traz diversos outros juntos… intermináveis e deliciosas questões do feminino!

Um grande beijo!


Direitos autorais da imagem de capa: Marco Lastella on Unsplash





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