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Especialistas defendem que presos tenham prioridade na vacinação contra covid-19

Descubra os motivos pelos quais os presos estão na lista prioritária para receber a vacina contra o vírus!



Depois de muitos meses de espera, as vacinas contra a covid-19 começaram a ser aplicadas em diversos países, o que está trazendo alegria, alívio e esperança para diversas pessoas.

No entanto, uma polêmica sobre os grupos de pessoas que receberão a imunização com prioridade está crescendo, especialmente depois de presos estarem incluídos nas prioridades em muitos países, inclusive no Brasil.

Especialmente pelo fato de não haver doses suficientes para todos, é opinião de muitos que essas pessoas não estejam entre aqueles com prioridade, por conta da natureza de seus atos e de onde se encontram no momento.

No entanto, para os pesquisadores, existem razões pelas quais eles estão nessa posição. Arthur Caplan, especialista em bioética e professor da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, disse à BBC News Brasil que as prisões são como “incubadoras” de doenças, inclusive a covid-19, porque muita gente circula por lá diariamente, seja funcionários e visitantes, e os presos não podem manter o isolamento, pois compartilham tudo. Por isso, é preciso controlar a propagação da doença nesses locais.

William Lopez, professor da Universidade de Michigan e especialista em saúde pública, também ouvido pela BBC News Brasil, partilha da mesma opinião e diz que as pessoas que entram e saem das prisões o dia inteiro, além dos presos libertados, estão em local de alta densidade e risco, e depois retornam para suas comunidades, o que pode levar o vírus para lá.


No entanto, apesar disso, nos Estados Unidos, apenas seis dos 50 estados anunciaram que incluiriam a população carcerária na primeira fase da vacinação.

No país, as prisões foram alguns dos lugares onde maiores surtos foram registrados desde o começo da pandemia. São cerca de 250 mil casos e 1.657 mortes entre a população carcerária, além de mais de 62 mil casos confirmados e 108 mortes entre funcionários.


No Brasil, o plano nacional de vacinação apresentado pelo Ministério da Saúde, na última quarta-feira (16), incluiu os presos nos grupos prioritários.

Com eles, estão na lista dos primeiros a receber a imunização, profissionais de saúde, da educação e transporte, funcionários do sistema carcerário, idosos, membros de forças de segurança e salvamento, pessoas com comorbidades e deficiência severa, indígenas, populações quilombolas, ribeirinhas e em situação de rua.

Segundo Arthur Caplan, os presos são vistos por muitos como não merecedores da vacina, mas ele ainda defende o seu ponto de vista. Caplan diz que não “morre de amores” por todos os presos, mas que muitos deles nem mesmo foram condenados, ou estão encarcerados por crimes menores e sem violência. Por isso, sua opinião é de que as pessoas não deveriam olhar para eles como se todos fossem “assassinos em série” e lembrar-se de que elas não receberam sentenças de morte e têm direito a cuidados de saúde.

Depois que a vacina estiver disponível, a definição sobre a porcentagem de presos imunizados deverá ser solucionada.

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Direitos autorais da imagem de capa: Depositphotos.

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