Por que lembramos mais facilmente das coisas ruins que nos acontecem?

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Por que você não ri 5 vezes da mesma piada, mas chora 10 vezes pelo mesmo motivo? É interessante como acontecimentos tristes repercutem mais fortemente em nossa história pessoal do que acontecimentos felizes.



Será que lembrar-se de algumas tristezas com mais ênfase do que de muitas alegrias tem um propósito para nossa mente? É isso que você saber a seguir. Imagine uma criança, sua mãe lhe fala “Não ponha o dedo na tomada, senão levará um choque”.

Se eu fosse essa criança, como de fato era eu, me deixaria vencer pela curiosidade e colocaria o dedo na tomada, como de fato o fiz e levei um tremendo choque. Chorei muito, porém nunca mais pus o dedo na tomada.

Essa experiência marcou minha infância, assim como todas as quedas de bicicleta, joelhos ralados, dedões esfolados por correr distraído e muito mais.


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Quando penso nessas situações, sinto uma angustia no peito ao mesmo tempo em que sei que aprendi algo importante, um medo saudável que me ajuda a evitar o perigo.

As dores do passado costumam ficar em relevo em nossas memórias e o principal objetivo do cérebro em permitir isso é eliciar comportamentos mais prudentes no presente e futuro para que evitemos passar por aquilo novamente.


Como diria Mário de Andrade, o passado é lição para refletir e não para repetir, isto é, tudo o que sofremos deve ser transformado em aprendizado, mas nem sempre é tão fácil.

Algo que acontece com frequência é o trauma gerar um bloqueio em relação a algo na vida da pessoa, por exemplo, uma vez me cortei (corte profundo) com um estilete enquanto fazia a ponta de um lápis e por causa disso, passei uns cinco anos sem conseguir apontar um lápis com estilete novamente.

Nessas situações, o cérebro inconscientemente julga que a melhor alternativa é evitar quaisquer situações parecidas com aquela que originou o trauma.

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Para exemplificar melhor, o livro “Hipnose não existe? Monstros e varinhas de condão” relata o caso de uma mulher que, quando criança, caiu da altura de um metro e meio, foi uma queda e tanto para uma criança e após se levantar chorando, sua mãe lhe disse “Tenha cuidado minha filha, da próxima vez que cair dessa altura, poderá morrer!”.

A autoridade da mãe em dizer aquelas palavras somada ao medo que a menina sentiu por causa da queda que sofrera naquele momento, foi suficiente para que ela crescesse com um medo absurdo de altura, não podendo nem sequer subir em um banco ou cadeira.

O mais engraçado é que essa mulher havia esquecido o fato traumático e as palavras da sua mãe. Ela realmente não sabia por que tinha tanto medo de altura, mas precisava superar isso porque essa fobia atrapalhava muito sua vida.

Você consegue imaginar como ela resolveu o problema? Ela procurou ajuda na hipnoterapia e durante uma regressão terapêutica, conseguiu lembrar-se do ocorrido e o hipnoterapeuta ajudou-lhe a dar outro significado ao acontecimento e às palavras de sua mãe, isso fez o medo de altura desaparecer.

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O caso dessa mulher é uma situação comum e se repete na vida de muitas outras pessoas, mas graças á hipnoterapia, essas pessoas tem a chance de conseguir superar esses bloqueios psicológicos e alcançarem seus objetivos.

A Hipnoterapia promete ser um recurso útil para ajudar você a lidar com as dores do passado, aprender com elas e superar qualquer crença limitadora, devolvendo a você o direito de escolher estar bem e seguir em frente para realizar seus sonhos.

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